Imagem de fundo

Não é partindo da disciplina imposta pelo Estado...

Não é partindo da disciplina imposta pelo Estado capitalista ao proletariado e se contentando em substituir simplesmente a batuta burguesa pela de um Comitê central social-democrata, mas quebrando e extirpando até a última raiz o espírito de obediência servil que a classe operária poderá adquirir um novo sentido de disciplina, a autodisciplina livremente consentida da social-democracia.


(LUXEMBURGO, Rosa de. Questions d’organisation de la social-démocratie russe. In: Que faire? Paris: Seuil, 1966. p. 267.)


Nesse excerto, Rosa de Luxemburgo (1870-1919)


A

condena a tese de Bakunin, segundo a qual o mecanismo seguro e eficaz na construção da autonomia política dos operários seria sua divisão em partidos reformistas e libertários.


B

referenda a tese marxista de Owen, que preconiza a revolta espontânea e não organizada dos trabalhadores, sem a qual os trabalhadores não alcançariam o poder de transformação da sociedade.


C

postula a necessidade de manutenção dos princípios de cooperação e bom tratamento aos operários, fundamental para o fortalecimento da social-democracia.


D

critica a concepção leninista segundo a qual os trabalhadores, sem a teoria marxista, seriam incapazes de ir além do puro reformismo sindical.