Questões de Concurso sobre Bahia - BA

 
 
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O Projeto de Lei para emancipação de Anagé, foi apresentado na Assembleia Legislativa do Estado e sancionada pelo Governador Juracy Magalhães, por iniciativa do deputado estadual:


A

Padre José Luiz Palmeira


B

adre João Luiz Silveira


C

Padre José Antônio Oliveira


D

Padre José Luiz Oliveira


E

Padre João Luiz Palmeira

Anagé já foi palco de vários eventos culturais, tendo o inesquecível FESCAMPA, que revelou vários artistas para a cidade e região. O grande idealizador desse evento foi:


https://www.mfrural.com.br/mobile/cidade/anage-ba.asppx


A

advogado Jadilson Sousa


B

Advogado Adilson Soares


C

Advogado Elquisson Soares


D

Advogado Alisson Sousa


E

Advogado Elson Soares

A Revolta dos Malês pode ser compreendida como:


A

A descoberta de bases de lançamento de mísseis nucleares, modelos R-12 Dvina (também conhecido como SS-4 Sandal) e R-14 Chusovaya, ambos de fabricação soviética e instalados pela própria União Soviética em solo cubano.


B

Um conflito que deflagrou oposição contra duas práticas comuns herdadas do sistema colonial português: a escravidão e a intolerância religiosa.


C

O processo que levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico (ou artesanal) pelo sistema fabril.


D

Um movimento armado e guerrilheiro que culminou com a destituição do ditador Fulgencio Batista de Cuba.

No ano de 1784 estava sendo aberta a estrada ligando o Arraial da Conquista a Caetité e ao Rio São Francisco. A região era habitada pelos índios imborés e mongóios. Durante a abertura dessa estrada, Anagé foi fundada e o responsável pela sua fundação foi o capitão - mor:


hrtps://pt wikipedia org/wiki/Anage


A

José Gonzaga da Costa


B

Joaquim da Costa Gonçalves


C

João Gonçalves da Costa


D

Jeremias Gonçalves da Silva


E

José Gonçalves da Costa

Que produto foi cultivado no sul da Bahia, principalmente nos municípios de Itabuna e Ilhéus, na primeira República do Brasil?


A

Borracha.


B

Cacau.


C

Café.


D

Cana de açúcar.

“A rebelião de 1835 estava programada para acontecer no amanhecer de um domingo, 25 de janeiro, dia de nossa Senhora da Guia. Essa era, naquela época, uma grande celebração, parte do ciclo do Bonfim, bairro ainda rural, cheio de roças, hortas, fazendas e engenhocas, distante cerca de oito quilômetros do centro urbano de Salvador”.


(Fonte: REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 125).


A Bahia foi palco de diversas revoltas escravas. A partir do trecho transcrito acima e dos conhecimentos sobre o tema, analise as afirmativas abaixo e marque (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.


( ) Muitos acusados de participarem da rebelião foram condenados à pena de morte (execução pública), outros castigados a penas de açoites (cenas públicas de tortura), prisão, deportação etc., refletindo o temor de parte da população baiana em relação aos africanos.

( ) Foi uma “guerra santa”, um movimento marcado pelo fanatismo religioso, que pretendeu implantar o islamismo na Província da Bahia.

( ) Considerada o mais importante levante de escravos urbanos nas Américas, a rebelião escrava de 1835 teve impacto nacional, no conjunto da sociedade escravista brasileira e internacional.

( ) Evidenciando as rivalidades da sociedade escravista, libertos se recusaram a fazer parte da conspiração de 1835 ao lado de africanos escravos.


A sequência correta é:


A

V, V, F, V


B

V, F, V, F


C

F, F, F, V


D

V, V, F, F


E

F, F, V, F

“As condições sanitárias e higiênicas eram extremamente precárias. Sem esgotos, a cidade de Salvador estava suscetível a moléstias infectocontagiosas que atacavam a população [...] Rapidamente alcançou Santo Amaro, Cachoeira e Nazaré, cidades altamente populosas (na proporção da época). Maior centro da produção de açúcar, Santo Amaro ficou com suas plantações e engenhos abandonados. Morreram milhares de escravos. A cidade de Santo Amaro tomou aspecto de cemitério. Não havia médicos, não existiam hospitais, os mortos ficaram insepultos [...] Estima-se que [...] matou mais de 25 mil pessoas na Bahia.

Trata-se de uma epidemia devastadora nos anos de 1855 e 1856. Diante da insalubridade (precárias condições sanitárias da população, estoque de lixo, esgotos), ela se proliferou e, somada à fome, ceifou a vida de muitos enfermos, levando medo e insegurança à população, aos médicos e ao governo, que tomou providências para amenizar o “inimigo invisível” que devastou a Bahia naquele biênio.”


(Fonte: TAVARES, Luiz Henrique Dias. A história da Bahia. São Paulo: Editora Unesp: Salvador: Edufba, 2001, p. 273).


O trecho transcrito acima corresponde à epidemia que assolou a Bahia no biênio de 1855-1856. Trata-se da epidemia


A

da Gripe Espanhola.


B

da Febre Amarela.


C

da Tuberculose.


D

do Sarampo.


E

da Cólera.

Analise as afirmativas abaixo, sobre a monocultura açucareira e a economia baiana, e marque (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.

( ) No Recôncavo, concentravam-se os maiores engenhos baianos que, junto aos localizados nas freguesias suburbanas de Salvador, eram os grandes produtores da cana de açúcar. Muitos deles também cultivavam outros gêneros agrícolas (fumo, mandioca, feijão, milho etc.)

( ) Na segunda metade do século XIX, os senhores de engenho baianos afastaram quaisquer rastros de crise, dinamizando a produção em relação às lavouras de café do Vale do Paraíba, tornando o açúcar principal produto de exportação do Brasil.

( ) Embora a economia fosse escravista, a lavoura açucareira baiana não era dependente do trabalho escravo e, portanto, não foi afetada pela extinção do tráfico de africanos de 1850 e pela legislação emancipacionista das décadas de 1870 e 1880.

( ) No século XIX, a diminuição dos preços do açúcar no mercado externo e a concorrência com o açúcar extraído da beterraba foram fatores que acentuaram a crise da lavoura açucareira da Província da Bahia.

A sequência correta é:


A

V, F, F, V


B

V, F, F, F


C

F, F, F, V


D

V, V, F, F


E

F, F, V, F

“Buscando higienizar a cidade, nossos médicos convenceram legisladores e parte da sociedade de que os “miasmas mefíticos” produzidos pela decomposição cadavérica atacava a saúde dos vivos. Era então necessário expulsar os mortos de entre os vivos como parte de um amplo projeto civilizatório. Em 1836, essa ideologia higienista secular, de inspiração iluminista, entraria em choque com a mentalidade religiosa tradicional e barroca.”


(Fonte: João José Reis. O lugar da morte na Revolta da Cemiterada: Bahia, 1836; Site: http://www.bvconsueloponde.ba.gov.br).


A partir do trecho transcrito acima e dos conhecimentos sobre a Revolta da Cemiterata, pode-se afirmar:


A

Naquele ano, notícias de abusos de autoridade, praticados por eclesiásticos contra seminaristas, circularam por toda a Bahia. Diante disso, o movimento, então, atacou algumas igrejas e pretendia libertar tais jovens do confinamento.


B

A Cemiterata é a expressão de um movimento mobilizado por negros para serem integrados à alta hierarquia da Igreja.


C

Pelo direito de celebrar suas cerimônias, devoções e festas religiosas, a hierarquia eclesiástica se insurgiu contra as Irmandades religiosas, conseguindo mobilizar o apoio da comunidade negra.


D

Resultado da proibição de enterro de mortos nas igrejas, como era de costume, e da concessão de monopólio funeral para uma companhia privada, que gerou grande insatisfação popular.


E

Foi motivada pelos altos impostos cobrados pela Igreja Católica para a realização de cerimônias religiosas, missas e batismos na Província da Bahia.

“Cidade brasileira conhecida por seus pontos turísticos como o Pelourinho e o Elevador Lacerda. Foi também sede da primeira capital do país.” Trata-se de:


A

Brasília.


B

Salvador.


C

São Paulo.


D

Rio de Janeiro.

Uma das formas de ocupação do território baiano se deu por meio das entradas. Essas expedições


A

aconteciam, no século XVI, com o aval da Coroa, para viabilizar a instalação das Capitanias e garantir o abastecimento de mão de obra, mas foram regulamentadas localmente, no século seguinte, de modo que se restringissem ao mapeamento e delimitação das fronteiras.


B

ocorreram durante o século XVI e início do XVII, contribuindo para a ocupação do interior do território e o aprisionamento de índios para a exploração de sua força de trabalho; sendo ainda empreendidas mesmo após a chegada das primeiras levas de escravos africanos.


C

objetivavam explorar o território a fim de identificar possíveis focos de minérios; eram organizadas localmente e de forma independente pelos colonos, sendo por isso, extintas pelo Governo Geral em meados do século XVI.


D

foram especialmente abundantes no século XVIII; ocorriam em represália a ataques indígenas e contavam com o apoio dos jesuítas, no contexto da chamada Guerra Justa, resultando, concomitantemente, na fundação de fortalezas e vilas.


E

resultaram em práticas costumeiras de extermínio indígena, como as “guerras aos bárbaros”, obrigando o Governo Geral a formular leis de proteção aos mesmos, por pressão da Igreja Católica, e a substituir oficialmente as entradas pelas bandeiras no início do século XVII.

Em 2006 foi criada a Reserva Extrativista de Canavieiras, uma unidade de conservação federal gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o objetivo de proteger uma amostra representativa dos ecossistemas costeiros, especialmente os manguezais, e favorecer as populações tradicionais que praticam atividades pesqueiras e extrativistas.


As opções a seguir descrevem corretamente as possibilidades abertas pela criação desta reserva, à exceção de uma. Assinale‐a.


A

Garantir a sustentabilidade de atividades tradicionais como a pesca e a coleta do caranguejo, bem como o extrativismo da piaçava.


B

Restaurar o meio ambiente ameaçado de degradação, como os manguezais e o litoral arenoso.


C

Favorecer a inserção ou permanência de atividades econômicas regionais, como a criação de camarões em viveiros, e o turismo.


D

Limitar a expansão de resorts e hotéis em regiões a serem preservadas, como os manguezais litorâneos.


E

Evitar a grilagem de terras da União em áreas que passam a ser vigiadas pelo ICMBio.

Imagem associada para resolução da questão


(http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em‐dia/gritos‐de‐independencia)


A Bahia tem a personalidade de um país e o

Dois de Julho é seu principal mito de origem.


(José João dos Reis. “O jogo duro do dois de julho: o “partido negro” na independência da Bahia. In: REIS, J. J. e SILVA, E. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 79.)


O Dois de Julho foi a primeira festa cívica do século XIX, na Bahia, quando se passou a comemorar a independência do Brasil com a expulsão dos portugueses de Salvador. A figura acima retrata uma comemoração contemporânea dessa data, com moradores de Salvador e do Recôncavo em trajes de época e suas casas enfeitadas com motivos patrióticos. As alternativas a seguir apresentam, no contexto político e social baiano, características do processo de independência do Brasil, à exceção de uma. Assinale‐a.


A

A participação popular esteve presente na luta contra os portugueses através da atuação da milícia negra e parda, da organização de batalhões por estudantes e no recrutamento de escravos para as forças patriotas.


B

Um dos ingredientes da comemoração, retratados na imagem, é a celebração da alforria, determinada pelo governo imperial, de todos os escravos que lutaram nos conflitos pela independência do Brasil na Bahia, sem direito de compensação para seus proprietários.


C

O Dois de Julho é símbolo da identidade baiana no contexto da independência do Brasil, marcando uma posição de diferença em relação ao calendário oficial das festas cívicas, cuja data tradicional de celebração da ruptura pública entre Brasil e Portugal é o Sete de Setembro.


D

A presença de mulheres nas lutas contra os portugueses é uma característica do contexto da independência do Brasil na Bahia, como é o caso do alistamento de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, que lutou no Batalhão de Voluntários do Imperador.


E

A comemoração baiana do Dois de Julho exemplifica a existência de diferentes realidades sociais e políticas das províncias à época da independência, que empreenderam modos diferentes de lutar contra o domínio português.

Neste ano de 2014, a Bahia sedia a III Bienal da Bahia. É uma retomada triunfal de uma tradição expositiva interrompida há 46 anos, quando o regime militar fechou a II Bienal da Bahia e confiscou 10 obras consideradas “subversivas”.


O episódio da censura à bienal baiana de 1968 é um exemplo do conflito entre a arte moderna brasileira e a ditadura militar. A esse respeito, assinale a opção que identifica corretamente uma das razões deste conflito.


A

A arte brasileira da segunda metade do século XX implode com a função de espectador do público que frui obras de arte e reivindica uma politização da mesma, em nome de ideais pátrios.


B

Os artistas de vanguarda dos anos 1960 seguiam o modelo figurativo do realismo socialista soviético, para quem a arte era um meio de enaltecer as classes revolucionárias, retratando‐as em sua ação transformadora.


C

A arte considerada subversiva era a que questionava o academicismo, o simbolismo e o romantismo e reivindicava uma arte independente dos padrões estéticos europeus, valorizando a cultura regional.


D

O abstracionismo e o neoconcretismo eram considerados subversivos por sustentarem uma relação direta e narrativa entre a arte, que denunciava o autoritarismo, e o público, que “lia” as obras como se fossem panfletos políticos.


E

Nos anos 1950 e 1960 o abstracionismo propunha a desmaterialização da obra de arte e questionava a inserção da mesma no mercado capitalista, como objeto de luxo ao qual conferia‐se um valor de mercado.

Com relação às características sociais e políticas da Revolução de 1930 na Bahia, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) O apoio das classes populares em Salvador (BA) contribuiu para o sucesso da Revolução, pois estes segmentos ocuparam prédios federais, depósitos de armas e fábricas, auxiliando as tropas contrárias ao legalismo.

( ) A atuação militar de Juarez Távora foi decisiva, ao comandar as forças revolucionárias no Nordeste, com a adesão de segmentos das Forças Armadas na Bahia.

( ) A cisão dos interesses da Aliança Liberal, na Bahia, levou o grupo ligado a Juracy Magalhães a apoiar o governo legalista, mostrando a existência de forte corrente política contrária à orientação do Centro‐Sul.


As afirmativas são, respectivamente,


A

F, V e F.


B

F, V e V.


C

V, F e F.


D

V, V e F.


E

F, F e V.

Assinale a alternativa correta sobre o nome da revolta feita por militares e integrantes da classe média e rica da Bahia que pretendia implementar uma república. Em 7 de novembro de 1837, os revoltosos tomaram o poder em Salvador e decretaram a República Bahiense. Cercados pelo exército governista, o movimento resistiu até meados de março de 1838. A repressão foi violenta e milhares foram mortos ou feitos prisioneiros.


A

Cabanagem.


B

Sabinada.


C

Conjuração Baiana ou Conspiração dos Alfaiates.


D

Revolução Praieira.

Imagem associada para resolução da questão


A imagem retrata um momento da campanha de 1986 de Waldir Pires (PMDB) para governador do Estado da Bahia, quando enfrenta e derrota Josaphat Marinho (PFL), candidato apoiado por Antônio Carlos Magalhães, então Ministro das Comunicações.


Sobre esta virada eleitoral, considerada um marco do processo de redemocratização na Bahia, assinale a afirmativa correta.


A

A conjuntura econômica daquele momento favoreceu Waldir Pires, que pertencia ao mesmo partido do então presidente da República, Fernando Collor de Mello.


B

A onda favorável eleitoral do PMDB, de 1986, foi um reflexo dos efeitos positivos do Plano Bresser, lançado no início daquele ano.


C

O conteúdo central do programa “a Bahia vai mudar” era o da caça aos políticos corruptos que denegriam a imagem da administração pública brasileira, os chamados “marajás”.


D

O programa de mudança defendido por Waldir Pires beneficiou‐se do sucesso da campanha de Tancredo Neves para a disputa no Colégio Eleitoral, quando este utilizou o slogan “Muda Brasil”.


E

O slogan “A Bahia vai mudar” indicava o apoio de Waldir Pires ao carlismo, corrente política que defendia a luta contra o clientelismo e a conquista da autonomia dos meios de comunicação.

Em fevereiro de 2014, foi anunciado que Salvador vai ganhar um museu para abrigar obras de Frans Krajcberg, artista de origem polonesa, naturalizado e radicado em Nova Viçosa (BA). A notícia foi dada por ocasião da entrega de medalha em homenagem ao seu trabalho em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. O artista ainda será homenageado na Bienal da Bahia, prevista para maio de 2014.


A imagem a seguir retrata uma de suas obras mais famosas, Flor do Mangue (12x8x5 m de altura), construída em 1965 a partir de resíduos de árvores de manguezais destruídos pela especulação imobiliária.


Imagem associada para resolução da questão


Com base nas informações dadas e na imagem, analise as afirmativas a seguir.


I. No trabalho de Krajcberg, as dimensões estética e ética (ecológica e política) estão associadas, na medida em que o autor usa suas esculturas como uma oportunidade de reinventar artisticamente a natureza e denunciar sua crescente degradação.

II. Frans Krajcberg, em suas obras, retrata a paisagem brasileira, conferindo um valor estético ao patrimônio natural que ele representa de forma realista, em uma cena natural.

III. O artista reutiliza a vegetação rizomática dos manguezais em suas esculturas, instaladas em espaços expositivos ao ar livre, como a praia da foto, enfatizando o seu pertencimento à corrente do Realismo no Brasil.


Assinale:


A

se apenas a afirmativa I for verdadeira.


B

se apenas a afirmativa II for verdadeira.


C

se apenas a afirmativa III for verdadeira.


D

se apenas as afirmativas I e II forem verdadeiras.


E

se todas as afirmativas forem verdadeiras.

Imagem associada para resolução da questão


(Recuperación de La Bahía de Todos los Santos. Juan Bautista Maíno, c. 1634‐35. Óleo sobre tela 309 x 381 cm)


O quadro acima, do artista barroco espanhol Juan Bautista Maíno (1581‐1649), retrata a reconquista da Baía de Todos os Santos, no Brasil, para a Espanha, em 1º de maio de 1625, ocupada um ano antes pelos holandeses.


Com relação à ocupação holandesa da Bahia e a reconquista da região para a Espanha, e com base na imagem, analise as afirmativas a seguir.


I. O quadro realiza uma alegoria da pacificação, presente no primeiro plano, com um ferido da batalha sendo atendido por uma mulher acompanhada de crianças, e os demais combatentes ajoelhados, em posição de prece, diante da representação do Rei.

II. À direita do quadro a representação do rei espanhol simboliza a restauração do domínio colonial sobre o Atlântico Sul e exalta triunfalmente o sucesso da campanha hispano‐ portuguesa contra os holandeses.

III. No plano de fundo, a vista da baía, com barcos e tropas, mostra a importância da defesa e preservação da região por ser ponto estratégico da articulação comercial com a África e ponta de lança para atingir as demais capitanias do Nordeste.


Assinale:


A

se somente a afirmativa I estiver correta.


B

se somente a afirmativa II estiver correta.


C

se somente a afirmativa III estiver correta.


D

se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.


E

se todas as afirmativas estiverem corretas.

Imagem associada para resolução da questão


(Apud ALENCASTRO, Luis Felipe. O trato dos viventes: formação do Brasil nos séculos XVI e XVII. São Paulo: Cia das Letras, 2000.)


O tráfico de escravos para a América portuguesa, nos séculos XVII e XVIII, decorria de um comércio bilateral, que envolvia comerciantes portugueses, africanos e outros sediados no Brasil. Com relação ao tráfico de africanos para o Brasil, a partir do mapa, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) A comunidade mercantil baiana reforçou seus laços comerciais e políticos com a Costa da Mina, assumindo a direção da Companhia das Índias Ocidentais, depois da derrota dos holandeses no Brasil e em Angola, passando a atuar ativamente no comércio de escravos para o Caribe.

( ) Desde o início do século XVIII era forte a presença de comerciantes baianos e seus intermediários na costa do Golfo de Benin, negociando tabaco, açúcar, cachaça e tecidos, que eram trocados por escravos e panos da costa, aproximando Salvador de portos como Ajudá, Porto Novo e Lagos.

( ) Havia dois grandes eixos de entrada de africanos no Brasil, fornecendo escravos majoritariamente oriundos da África centro‐ocidental; um grande contingente proveniente da Costa da Mina e baía do Benin para a Bahia; e escravos oriundos principalmente do Congo e de Angola, para Pernambuco.


As afirmativas são, respectivamente,


A

F, V e F.


B

F, V e V.


C

V, F e F.


D

V, V e F.


E

F, F e V.

   
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