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Durante os anos 1830 e 1840, os três principais festejos cívicos comemorados em Salvador [o Dois de Julho, o Dois de Dezembro e o Sete de Setembro] tinham programas semelhantes: um desfile militar, incluindo a guarnição do Exército e a Guarda Nacional; um Te‐Deum na catedral; iluminação (decoração) de prédios oficiais (e também particulares); cortejo ao retrato do imperador por autoridades civis, militares e eclesiásticas, e também por cidadãos; vivas coletivas ao dia, ao monarca e às autoridades.
(KRAAY, Hendrik. “Definindo Estado e Nação: rituais cívicos na Bahia pós‐ independência”. Em: Topoi, set. 2001, p. 68‐9.)
Os rituais das festas cívicas descritos acima tinham diversas finalidades, contribuindo para o processo cultural de construção do novo Estado e da nova Nação independentes.
Assinale a opção que descreve, corretamente, essas cerimônias oficiais em Salvador, no período pós‐independência.
Participavam desses rituais apenas as autoridades civis e militares, sublinhando o caráter antipapal da nova monarquia.
A presença dos militares nos desfiles representava o protesto desse segmento contra a imposição da independência da nação sob a tutela da Corte do Rio de Janeiro.
Estas comemorações oficiais fortaleciam a lealdade ao governo imperial e às autoridades que o representavam na província.
Os retratos do Imperador, expostos em cortejo, acentuavam a distância entre, de um lado, o regime imperial e seus costumes, e, de outro, a rusticidade da população baiana.
Esses festejos transformavam o novo Estado independente em um espetáculo que mostrava o conflito de interesses entre as autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Em 2008, a Petrobras iniciou a perfuração do poço marítimo denominado 1‐ BAS ‐139 (Bahia Submarino n. 139) na costa de Ilhéus. Além disso, a cidade de Ilhéus, será a sede do futuro Porto Sul, do trecho final da Ferrovia Oeste‐Leste e de um novo aeroporto. A descoberta recente de petróleo e essas obras de infraestrutura devem revitalizar este antigo centro cacaueiro.
Assinale a opção que caracteriza corretamente o impacto social, econômico ou ambiental deste processo de revitalização da região sul da Bahia.
Para as mineradoras do interior do Estado, a transformação logística de Ilhéus aumenta a competição nesta área, abrindo‐ a a investimentos estrangeiros indesejados.
Para ambientalistas, este desenvolvimento deve ser associado a uma política de preservação dos ecossistemas, como os recifes de corais na área entre Itaparica e Itacaré, as tartarugas marinhas no litoral sul da Bahia e as baleias e golfinhos no município de Ilhéus.
Para os fazendeiros de cacau, os investimentos em transporte permitirão baratear e ampliar a produção que, desde a década de 1990, têm se expandido no sul da Bahia em função do crescimento da demanda externa.
Para os ecologistas, a prospecção de petróleo em águas profundas e a criação da infraestrutura ferroviária e portuária terá um impacto negativo na região de Ilhéus, maior espaço remanescente do bioma do cerrado.
Para o empresariado, a nova malha ferroviária ligará Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Distrito Federal a Ilhéus, favorecendo o escoamento da produção industrial, como couro e calçados, alimentícia, têxtil e química, dos estados do corredor Oeste‐Leste.
Senhor Governador:
Este é o começo de um esforço pela recuperação, entre nós, da escola pública primária. A construção desse Centro obedece a um plano de educação para a cidade da Bahia [Salvador], em que se visa restaurar a escola primária, cuja estrutura e cujos objetivos se perderam nas idas e vindas de nossa evolução nacional. Desejamos dar, de novo, à escola primária, o seu dia letivo completo. Desejamos dar‐lhe os seus cinco anos de curso. Além disso, desejamos que a escola eduque, forme hábitos, forme atitudes, cultive aspirações, prepare, realmente, a criança para a sua civilização – esta civilização tão difícil por ser uma civilização técnica e industrial e ainda mais difícil e complexa por estar em mutação permanente. E, além disso, desejamos que a escola dê saúde e alimento à criança, visto não ser possível educá‐la no grau de desnutrição e abandono em que vive.
(Adaptado do discurso pronunciado em 1950 por Anísio Teixeira, quando da inauguração do Centro Educacional Carneiro Ribeiro em Salvador (BA). Em: http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/)
O educador baiano Anísio Teixeira assumiu a Secretaria de Educação da Bahia em 1947, a convite de Otávio Mangabeira, então governador do estado. Em sua gestão, foi criado o Centro de Educacional Carneiro Ribeiro, iniciativa social, política e pedagógica inovadora na época.
Com base no fragmento do discurso do educador, analise as afirmativas a seguir.
I. Anísio Teixeira afirma que o Centro Educacional Carneiro Ribeiro faz parte de uma política pública inovadora voltada à disseminação de uma escola primária para todos.
II. O educador aposta na necessidade de a instituição escolar se adaptar às transformações e demandas de uma sociedade industrial e tecnológica.
III. O intelectual baiano idealiza uma concepção dupla de escola, uma voltada para educar intelectuais e outra para instruir e profissionalizar trabalhadores.
Assinale:
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
No processo da Independência do Brasil. a Bahia
recusou a autonomia da Assembleia Legislativa local. concedida por Pedro I.
liderou o movimento republicano da Confederação do Equador.
acatou as determinações das Cortes de Lisboa que exigiam a volta de Pedro I.
lutou contra as tropas portuguesas, expulsando-as em 2 de julho de 1823.
combateu ao lado das tropas portuguesas que defendiam a recolonização do Brasil.