

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Leia o trecho de matéria a seguir:
HISTÓRIA DE SINOP
Sinop é resultado da política de ocupação da Amazônia Legal desenvolvida pelo Governo Federal na década de 1970.
O nome do município deriva das letras iniciais da Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná (SINOP), empresa que idealizou e implantou o projeto urbano e rural da cidade.
Disponível em: https://www.sinop.mt.leg.br/institucional/historia (adaptado). Acesso em: 9 jan. 2023.
Atualmente, o município de Sinop é um dos mais importantes no estado de Mato Grosso, sendo que, até meados da década de 1970, era um distrito administrativo e pertencia ao município de:
Nobres
Chapada dos Guimarães
Alta Floresta
Diamantino
Nortelândia
“Barra do Bugres tem sua fundação ligada aos ciclos econômicos do estado no final do século XIX e começo do século XX, que se iniciou com o ciclo da exploração vegetal, com os principais produtos a poaia, a borracha e o cedro.”
(Extraído de: https://www.barradobugres.mt.gov.br/Institucional/Caracteristicas/)
Essa atividade econômica ligada ao extrativismo vegetal foi fundamental para as primeiras ocupações da atual cidade de Barra do Bugres, marcada pela diversidade étnica, com destaque para a presença de:
povos nativos, paulistas e chineses
povos nativos, japoneses e quilombolas
quilombolas, nordestinos e portugueses
quilombolas, povos nativos e migrantes gaúchos
Pesquisas realizadas com antigos moradores da cidade registram passagens históricas interessantes, tendo como palco a região que, futuramente, daria origem à cidade de Barra do Bugres, destacando-se:
a participação de vários de seus moradores na Guerra do Paraguai, quando a cidade foi invadida e saqueada
a participação de seus moradores no enfrentamento aos membros da Coluna Prestes, quando invadiram a cidade em 1926
a invasão da cidade por bandeirantes paulistas, em busca de aprisionar nativos e vendê-los como escravos
a participação nas batalhas travadas para expulsar os seringueiros provenientes da região amazônica
Leia o fragmento a seguir.
Na década de 1960, a Região Centro-Oeste iniciou um processo de modificação de sua estrutura produtiva, impulsionada pela ação estatal por meio dos programas de incentivo à modernização agropecuária e à integração da região aos outros mercados, elementos que tiveram importantes consequências em sua dinâmica demográfica e no processo de redistribuição espacial da população.
(Adaptado de: CUNHA, José M. P. Dinâmica migratória e o processo de ocupação do Centro-Oeste brasileiro: o caso de Mato Grosso. R. Bras. Est. Pop., São Paulo, v. 23, n. 1, jan/jun. 2006, p. 88-89)
Sobre as dinâmicas demográficas que caracterizaram o estado do Mato Grosso a partir dos anos 1960, analise as afirmativas a seguir.
I. Nos anos 1980, os municípios localizados no extremo sul apresentaram as taxas de crescimento mais elevadas do estado do Mato Grosso.
II. Nos anos 1990, houve um aumento dos fluxos de retorno dos migrantes que residiam no Mato Grosso para seus estados de origem.
III. No início dos anos 2000, mais da metade da população do estado do Mato Grosso residia em áreas rurais.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Observe a figura abaixo.

Disponível em: https://ifmt.edu.br/media/filer_public/0e/6c/0e6c2bae-0792-4c9b9a17-93705bc762f8/atlas_primaveradoleste_2017.pdf. Acesso em 03 set. 23
O surgimento da cidade de Primavera do Leste está relacionado ao(à):
redemocratização brasileira
fertilidade natural do solo da região do cerrado
domínio da iniciativa privada em obras de infraestrutura
expansão da fronteira agrícola no sudeste mato-grossense
Em 1977, Mato Grosso foi desmembrado em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O governador em exercício na época da divisão pertencia à Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e se chamava:
Pedro Pedrossian
José Fragelli
José Garcia Neto
Cássio Leite de Barros
Frederico Campos
Teresa de Benguela é importante personagem da História de Mato Grosso no século XVIII. Segundo Elizabeth Siqueira, essa personagem faleceu em razão de uma “profunda depressão” (SIQUEIRA, 2002, p.123). Assinale a alternativa que corresponde à atuação de Tereza de Benguela:
(SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso. Cuiabá: Entrelinhas, 2002)
Foi amante do Conselheiro Barão de Três Barras, Secretário dos Negócios da Justiça.
Foi rainha do Quilombo Piolho ou Quariterê na região de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Foi a fundadora do Quilombo Cansanção, na Serra Azul, no município de Chapada dos Guimarães.
Foi uma negra alforriada, autodidata, que se tornou conhecida por ensinar os escravos a ler e escrever.
Foi uma escrava fugida que se refugiou em Cuiabá por dez anos até ser descoberta por seu antigo proprietário e levada de volta para Goiás.
“Os habitantes vindos para o município de Barra do Bugres com a intenção de explorar as riquezas naturais tiveram grande importância na construção da cultura daquele município (...).”
(SENRA e SILVA, Jane Ferreira. A Identidade tradicional mato-grossense expressa no Siriri Cururu e São Gonçalo: uma intersubjetividade cultural e seu devir. Cáceres/MT: UNEMAT, 2012.)
Uma característica dos primeiros momentos do processo de povoamento da cidade de Barra do Bugres é a de que:
desde o início da ocupação da região da futura cidade, havia uma grande concentração populacional
inicialmente, a região do futuro município, constituiu-se como uma extensão da cidade de Cuiabá
os primeiros moradores procedentes de Cuiabá vieram em busca da poaia
seus primeiros habitantes originaram-se da cidade de São Paulo
A partir da década de 1960, pessoas de diferentes regiões começaram a chegar a Barra do Bugres. Relaciona-se a essa nova fase da chegada de migrantes para Barra do Bugres:
a enorme resistência oferecida por parte dos nativos Umutina, que já habitavam aquele espaço, e dos Nuarwák, dos Karíb, dos Boróro, trazidos posteriormente
o fato dessa nova leva de migrantes pouco ter contribuído para a construção da cultura do município, que já se encontrava consolidada pelos que chegaram anteriormente
o fato de esses novos migrantes, vindos de São Paulo, Minas Gerais e Cuiabá, ao trazerem suas tradições culturais, modificarem radicalmente a cultura e as tradições locais
a presença de pessoas procedentes de três lugares diferentes (São Paulo, Minas Gerais e Cuiabá), que se encontraram com povos indígenas de etnias diferentes na região
Quanto à descoberta de ouro em Mato Grosso é INCORRETO afirmar:
A expedição que iniciou a descoberta de ouro em Mato Grosso foi realizada pelo bandeirante Antônio Pires de Campos, por volta de 1716.
Pires marchou até onde hoje se localiza Cuiabá em busca da lendária “Serra dos Martírios”, que de acordo com a lenda, possuía pepitas de ouro com formato de coroas, cravos, lanças, escadas, pregos, entre outros instrumentos que foram utilizados na morte de Cristo.
Pascoal Moreira Cabral descobriu grandes quantidades de ouro no rio CaxipóMirim, ocorrendo nesse período o início das atividades regulares de mineração na região.
No período da descoberta de Pascoal também houve o início da ocupação de Mato Grosso pelos espanhóis.
Em 1722 foram encontradas lavras ainda mais ricas no rio Cuiabá. Depois disso, rapidamente espalhou-se a notícia de que haviam minas naquela região, sendo criadas lendas em São Paulo de que “arrancando-se touceiras de capim nos matos, vinham as raízes revestidas de ouro”.
Consoante os conhecimentos históricos do Município de Santo Antônio dos Lopes, qual a data do aniversário da cidade:
30 de setembro
30 de março
30 de dezembro
30 de novembro
30 de janeiro
Leia o texto e assinale o que se pede:
''As conquistas dos bandeirantes, na região do Mato Grosso, foram reconhecidas pelo Tratado de Madrid, em 1750. No ano seguinte, o então capitão-general do Mato Grosso, Antonio Rolim de Moura Tavares, fundou, à margem do rio Guaporé, a Vila Bela da Santíssima Trindade. Entre 1761 e 1766, ocorreram disputas territoriais entre portugueses e espanhóis. Depois daquele período, as missões espanholas e os espanhóis se retiraram daquela região, mas o Mato Grosso somente passou a ser definitivamente território brasileiro depois que os conflitos por fronteira com os espanhóis deixaram de acontecer, em 1802. Na busca de índios e ouro, um dos bandeirantes paulistas fundou Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá".
Disponível em http://www.mt.gov.br/historia. Acesso em 19/08/2022.
O bandeirante em destaque no texto foi:
Pascoal Moreira Cabral.
Tenente Coronel Duarte.
Historiador Rubens de Mendonça.
Galdino Pimentel.
Dom Aquino Corrêa.
Acerca da história do Mato Grosso, assinale a opção correta.
As políticas desenvolvimentistas implantadas pelo Estado brasileiro na década de 1960 abriram frentes pioneiras nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, com a utilização de tecnologias avançadas no campo, sem, no entanto, causar impactos sociais significativos, como os relacionados a conflitos de terra, ampliação das disparidades sociais e degradação do meio ambiente.
A conquista do oeste brasileiro deu-se por meio da figura do bandeirante, que atuou no povoamento de grandes porções de terra, como os estados do Amazonas, Goiás e Mato Grosso, e onde manteve relações amistosas com os colonizadores espanhóis que também planejavam povoar o território.
A criação da capitania de Mato Grosso e a fundação de Vila Bela da Santíssima Trindade deram-se à revelia da coroa portuguesa, que usava o espaço como fronteira viva, evitando o avanço dos espanhóis em territórios que, possivelmente, seriam ricos em ouro e diamante.
Com o objetivo de ocupar territórios no Centro-Oeste, o governo federal criou, na época do Estado Novo, a Marcha para o Oeste, as colônias agrícolas nacionais e a expedição Roncador-Xingu.
A guerra do Paraguai teve consequências benéficas de curto prazo para o Mato Grosso, a exemplo do incremento da atividade econômica, do aumento da população, da industrialização e da diversificação dos rebanhos.
"Em 1908, a localidade de Barra do Bugres já abrigava muitos moradores que tinham como propósito iniciar uma atividade econômica, e isso só seria possível por vias fluviais, pois ainda não haviam sido criadas rodovias naquele município (...) ". (SENRA E SILVA, 2012, p. 32).
Fonte: http://portal.unemat.br/media/oldfiles/educacao/docs/dissertacao/2012/jane_ferreir a_senra_e_silva.pdf. Acesso em: 20/ 01/ 2023.
A história de Barra do Bugres esteve diretamente relacionada ao transporte fluvial, fundamental para a penetração no interior do vasto Centro-Oeste brasileiro.
Sobre as vias de acesso e o escoamento da região que deu origem ao município, pode-se afirmar que:
as vias fluviais dos rios Cuiabá, Paraguai e dos Bugres foram responsáveis pelo transporte exclusivo de mercadorias, relegando aos moradores a difícil tarefa de realizarem o deslocamento por vias terrestres
os rios assumiram sua importância histórica desde os fins do século XIX, uma vez que a Serra da Sucupira durante muito tempo foi um obstáculo para a construção de uma rodovia para ligar Barra do Bugres a Cuiabá
o Rio do Bugres, assim como muitos outros rios de Mato Grosso, ainda no início do século XX, por serem pouco conhecidos dos migrantes, eram utilizados quase que exclusivamente pelos povos nativos
as dificuldades de navegação nos rios da região prejudicaram as populações dos municípios ribeirinhos de Barra do Bugres, Cáceres e Poconé, impedindo-os de manterem uma intensa integração de suas culturas nativas
“Em 1940, o Decreto nº 348 criou a Coletoria de Rendas Estaduais no distrito de Barra do Bugres e, em 3 de dezembro de 1943, o Decreto nº 545 criou o município de Barra do Bugres, e seu território desmembrado dos municípios de Diamantino, Cárceres e Rosário Oeste.”
(Extraído de: https://www.barradobugres.mt.gov.br/Institucional/Caracteristicas/)
Foi na década de 1940 que, por meio de decretos, foi criado oficialmente o município de Barra do Bugres, instalado, em definitivo, no dia 19 de abril de 1944.
Como uma das etapas do processo histórico de formação e desenvolvimento do município, pode-se constatar que:
a intensa procura da erva mate transformou em pouco tempo o vilarejo em um adensamento urbano, sempre acrescido por novos forasteiros, que buscavam fixação
a exploração da poaia motivou as festas religiosas, como a do Senhor Divino e de Santa Cruz, com uma cavalaria, cujos festejos vêm sendo realizados até os dias atuais
o desenvolvimento da cidade foi impulsionado pela construção de ferrovias no estado nas décadas de 1960 e 1970, como ocorreu com outras cidades mato-grossenses
a antiga região central da cidade, que marcava o início da ocupação e da colonização, foi completamente descaracterizada, integrando-se arquitetonicamente ao restante da cidade
À época da chegada dos conquistadores europeus, não existia um povo brasileiro, nem mesmo mato-grossense. Fragoso, Florentino e Faria (1998, p.33) enfatizam que: “Parentesco, mito e rito eram os elementos em torno dos quais tais sociedades se organizavam, com destaque para os contínuos processos de segmentação e reconstrução dos grupos locais, a preeminência dos chefes e xamãs (...)”.
Pode-se afirmar acerca dos povos originários brasileiros à época citada que:
consideradas primitivas, todas as nações indígenas acabaram sendo protegidas pela Igreja Católica, que as convertia
suas diversidades culturais e linguísticas eram imensas, e algumas nações indígenas chegavam a praticar a antropofagia
o conjunto das nações indígenas apresentava-se de forma sedentária, embora houvesse um nível complexo de organização
como a totalidade dos povos originários era amistosa, esse fato acabou facilitando a conquista e a colonização portuguesa
“A coluna realizou uma incrível marcha pelo interior do país, percorrendo cerca de 24 mil quilômetros até fevereiro/março de 1927, quando seus remanescentes deram o movimento por terminado e se internaram na Bolívia e Paraguai. Seus componentes nunca passaram de 1.500 pessoas, oscilando muito com a entrada e saída de participantes transitórios.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. SP: EDUSP, 2006. p. 309.)

A Coluna Prestes, liderada pelo capitão do exército Luís Carlos Prestes, foi um dos movimentos ocorridos na Primeira República no Brasil (1889 – 1930), por descontentamento com a situação política, econômica e social da época.
Acerca da presença da Coluna Prestes em Mato Grosso, pode-se concluir que:
a Coluna entrou em Mato Grosso em outubro de 1926, e Prestes defendeu a divisão da coluna em destacamentos que continuariam a luta de movimento
o outro líder, Miguel Costa, em apoio a Prestes, defendeu que o comando revolucionário deveria dar continuidade ao movimento em direção à Argentina
o destacamento de Siqueira Campos protegeu a viagem dos emissários até a fronteira entre o estado de Mato Grosso e a Bolívia, obtendo êxito com seus homens
no início de fevereiro de 1927, em Capim Branco, na fronteira entre o estado de Mato Grosso e a Bolívia, a tropa revolucionária retornou para continuar os combates no Brasil
As afirmativas a seguir reconstituem corretamente etapas históricas da ocupação do espaço que corresponde ao atual Estado de Mato Grosso, à exceção de uma. Assinale-a.
No período colonial, a ocupação foi iniciada por bandeirantes que perseguiam e aprisionavam populações ameríndias, como os Coxiponé, os Bororo, os Paresí e os Caiapó, para utilizá-los ou vendê-los como mão de obra compulsória.
A Lei de Terras (1850) ordenou a apropriação territorial no Império brasileiro mediante a mensuração e o cadastro das terras, o que favoreceu os pequenos proprietários matogrossenses que tomavam empréstimos com base na posse legalizada das terras.
O projeto varguista da Marcha para o Oeste (1938) visava colonizar as terras da região Centro-Oeste até a Amazônia, mediante estradas, obras de infraestrutura e abertura de núcleos de colonização, como o de Nova Xavantina.
No período 1964-1985, o governo militar promoveu o Projeto de Integração Nacional (PIN) visando à interligação das regiões Norte e Nordeste mediante infraestrutura rodoviária, como a Cuiabá-Santarém.
A partir dos anos 1990, a sojicultura torna-se um dos principais vetores de ocupação de terras agrícolas, em função da demanda do mercado externo globalizado e da concessão de benefícios fiscais, como os da Lei Kandir (1996).
A possibilidade de o Brasil constituir um Estado nacional autônomo, desde a década de 1820, abriu espaço para disputas sobre os diversos projetos de nação independente em todo o Brasil, inclusive na província de Mato Grosso, onde eclodiu a revolta denominada “Rusgas” (1834).
Essa revolta pode ser qualificada como um movimento de caráter
nacionalista, pois liderada pelos grandes proprietários liberais, insatisfeitos com os altos preços do charque local e por serem preteridos na indicação para presidente da província.
antilusitano, pois intencionava livrar a província de Mato Grosso da ação de uma elite de portugueses restauradores, substituindo-a por autoridades enviadas pelo governo regencial, tido como legítimo.
nativista, pois o seu setor liberal exaltado defendia que a administração da província e o comando das armas deveriam ser exercidos pelos elementos da terra, não aceitando as nomeações da Regência.
separatista, pois planejava o desmembramento da nova nação em repúblicas autônomas, seguindo o exemplo resultante do processo de independência na América espanhola.
federalista, pois os “bicudos”, que organizaram a revolta, apoiavam o projeto de um Estado descentralizado e defendiam uma ampla autonomia local.
Leia o trecho da Instrução da rainha D. Maria Ana de Áustria para D. Antonio Rolim de Moura, de 1749.
Por ser entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil pela parte do Peru, e quanto é importante por esta causa que naquele distrito se faça população numerosa, e haja forças bastantes a conservar os confinantes em respeito, ordenei se fundasse naquelas paragens uma vila, e concedi diversos privilégios e isenções para convidar a gente que ali quisesse ir estabelecer-se; e que, para decência do Governo e pronta execução das ordens, se levantasse uma Companhia de Dragões e, ultimamente, determinei se erigisse Juiz de Fora no mesmo distrito. Encomendo-vos, que depois que a ela chegardes, considereis e me façais presente quais outras providências serão próprias para o fim proposto de aumentar e fortalecer a povoação daquele território.
Apud MOURA, C. F. D. Antônio Rolim de Moura, Primeiro conde de Azambuja: biografia. Cuiabá: EdUFMT, 1982, p. 24.
As instruções enviadas ao futuro governador da capitania de Mato Grosso faziam referência
aos interesses da Coroa em assegurar o controle das áreas centrais da América do Sul conquistadas pelos colonos lusobrasileiros em função da assinatura do Tratado de Madri.
à necessidade de garantir a militarização da capitania matogrossense diante da eclosão da guerra brasílica e dos levantes sediciosos nos arraiais do Cuiabá e da Forquilha.
ao favorecimento da migração de colonos e ameríndios castelhanos para povoar a região, em um contexto de expulsão dos padres jesuítas da América espanhola.
ao estabelecimento de uma rede de povoações na área de fronteira com o Vice-Reino do Peru, para garantir um maior controle da região, sobretudo do vale do rio Guaporé.
à criação de um aparato político-administrativo para enraizar a presença da Coroa na fronteira ocidental, com a transferência da sede do governo da capitania para Cuiabá e a formação de uma Companhia de Dragões.