

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O movimento denominado pela historiografia mato-grossense como a “Rusga”, ocorrido em 1834, envolveu distintos grupos políticos da então província de Mato Grosso em um conflito violento, que pode ser associado
a uma disputa restrita a grupos oligárquicos rurais tradicionais, que não contou com a participação de setores populares e militares.
às tensões entre grupos que defendiam maior autonomia provincial e setores favoráveis às medidas tomadas pela Regência.
às campanhas abolicionistas, lideradas por escravos libertos e pequenos proprietários rurais de regiões distantes da Vila de Cuiabá.
aos embates entre mineiros favoráveis ao modelo republicano e fazendeiros, defensores da manutenção da Constituição.
ao confronto entre as oligarquias do sul e do norte da Província, que já naquele momento pleiteavam o seu desmembramento.
A Capitania de Mato Grosso é uma das mais importantes de todo o Brasil, tanto pela sua extensão e pelas sabidas, mas ainda intactas riquezas, que guardam os seus vastíssimos sertões, como por ser fronteira ao vasto, populoso e rico Peru.
Adaptado de: Reflexões sobre o estado atual da capitania de Mato Grosso, combinando com os domínios espanhóis que lhe são confinantes, em: Serra, Ricardo, Reflexões sobre a Capitania de Mato Grosso, Cuiabá: IHGMT, 2002, p. 12.
A respeito do contexto da criação da Capitania de Mato Grosso e da delimitação de suas fronteiras, assinale a afirmativa correta.
A fronteira sul com a cidade de Assunção, que estava sob domínio espanhol, desempenhava um papel crucial na proteção do interior do território brasileiro.
A fronteira oriente com a capitania de Goiás, então no auge da sua produção de cana de açúcar, atuava como ponto de contato para trocas comerciais entre as duas regiões.
A fronteira leste com a capitania de São Paulo, representou o cumprimento do estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas, que concedeu a posse da região centro oeste aos portugueses.
A fronteira norte com a capitania de Rondônia revelava-se estratégica para a exploração e tráfico da borracha e permitia uma conexão vital com os mercadores europeus.
Foi durante as últimas décadas do século XIX que o desenvolvimento de Mato Grosso ganhou um grande impulso. Um acontecimento histórico, ocorrido em meados desse século, foi um grande divisor de águas para a história do estado, trata-se da:
descoberta do ouro
Guerra do Paraguai
Independência do Brasil
Proclamação da República
No Brasil, a preocupação com os “vazios demográficos”, isto é, com grandes áreas, em geral de fronteira, com baixo índice demográfico e pouco integradas às demais regiões do país, esteve presente em diferentes governos durante o século XX. Segundo a pesquisadora Rosana Ravache, o projeto nacional de ocupação do centro-oeste durante o governo do General Ernesto Geisel baseava-se na
falta de terras no sul do Brasil, cuja estrutura fundiária estava esgotada e esse era o principal impasse para solucionar os problemas da reforma agrária; na necessidade de ocupar as áreas de fronteira, a título de proteção territorial; e na urgência de povoar aquelas grandes áreas do país, cujos índices demográficos eram muito baixos. [...]. Os militares visavam “vender” a baixo custo áreas mato-grossenses consideradas anecúmenas [desocupadas], principalmente para os agricultores dos estados do sul do Brasil. [...] Quando a ditadura militar usou o slogan “terra sem homens para homens sem terra”, cometeu duas veleidades. Uma foi ignorar a população autóctone porque, apesar da baixa densidade demográfica, ali vivia um número expressivo de índios e caboclos que foram deslocados ou mortos para dar lugar aos colonos ou empresas colonizadoras que “lotearam” boa parte da região amazônica. A outra foi imaginar que a questão da reforma agrária no Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina se resolveria, simplesmente deslocando aquelas pessoas para o meio da selva, em condições precárias de sobrevivência, esperando que elas transformassem e urbanizassem, sem qualquer apoio, as áreas para as quais foram destinadas.
RAVACHE, R. L. Lucas do Rio Verde: um caso de sucesso no planejamento urbano. In: MAGAGNIN; CONSTANTINO; BENINI. Cidade e o planejamento da paisagem. Tupã: Anap, 2019, p. 95-97. Adaptado.
Segundo a pesquisadora, as políticas de Estado de ocupação de Mato Grosso
representaram uma iniciativa de ordenação fundiária realizada a despeito das populações locais que já habitavam as áreas a serem colonizadas, associada à instalação de colonos em áreas de urbanização nula ou precária.
reproduziram uma política democrática e participativa de distribuição de terra, na medida em que as iniciativas de loteamento priorizaram a economia familiar, interditando a participação de empresas privadas nesse processo.
exprimiram uma preocupação legítima de ocupação da área chamada de “Amazônia legal”, que priorizou um projeto estatal de planejamento e manejo sustentável da mata em detrimento do desmatamento e da urbanização da região.
transformaram a paisagem do Centro-Oeste brasileiro, pois essas áreas, antes mesmo de receberem novos colonos, foram objeto de políticas públicas de planejamento, saneamento e urbanização, financiadas e viabilizadas pelo poder público.
tornaram desnecessárias novas políticas de reforma agrária, em especial na região Sul, na medida em que o deslocamento de colonos do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para Mato Grosso deram fim às disputas fundiárias no país.
Sobre o processo de colonização de Mato Grosso, o fator que impulsionou o povoamento pioneiro, foi:
A extração da borracha no vale Araguaia.
A mineração de ouro.
A pecuária leiteira na região do Rio Cuiabá.
A exploração do Pau Brasil no Cerrado.
No ano de 2020, um forte impacto ambiental atingiu o Pantanal de Mato Grosso, deixando um rastro de destruição da fauna e flora. Assinale a alternativa que apresenta esse impacto.
Desmatamento
Rompimento de barragens de hidroelétricas
Tempestades de areia
Incêndios Florestais
Qual era a capital da província de Mato Grosso criada em 1748?
Diamantino
Vila Bela da Santíssima Trindade
Barra do Garças
Alta Floresta
Assinale a afirmativa que descreve corretamente o processo de ocupação portuguesa na região mato-grossense durante o período colonial.
O processo de ocupação portuguesa na região foi incialmente conduzido pelos bandeirantes paulistas, que, ao pretender capturar indígenas, acabaram por descobrir ouro e estabelecer vilas para sua exploração.
O processo de ocupação portuguesa na região remonta ao Tratado de Tordesilhas, que estabeleceu sua posse, e foi facilitado pela integração terrestre e fluvial desenvolvida no período tardo colonial.
A ocupação portuguesa na região se deu através da formação de vilas, no entanto, a falta de construção de fortalezas facilitou as investidas de outras nações europeias no território durante todo o período colonial.
A ocupação portuguesa na região, desrespeitando o tratado de Santo Ildefonso, foi marcada pela chegada de colonos, que visavam consolidar o controle sobre o território.
Nas décadas de 1950 e 1960, em vistas de ocupar o território mato-grossense, cerca de 10 mil hectares foram doados para:
cooperativas de diversas finalidades
empresários da região Sul e Sudeste
ordens religiosas de diferentes matrizes
políticos da região Norte e Centro-Oeste
O estado de Mato Grosso possui grande produção de grãos e números impressionantes de criação de animais. A esse respeito, marque a afirmativa correta.
Maior produtor de látex e maior rebanho bovino da região Centro-oeste.
Maior produtor de grãos e maior rebanho bovino da região Centro-oeste.
Maior produtor de leite e maior produção de arroz da região Centro-oeste.
Maior produção de trigo e maior rebanho equino da região Centro-oeste.
O estado de Mato Grosso se localiza em qual macrorregião brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)?
Norte
Sul
Sudeste
Centro-oeste
Sobre os aspectos históricos, geográficos e culturais do município de Canarana, assinale a alternativa CORRETA.
Embora esteja localizado nas proximidades do Parque Indígena do Xingu, o município não possui áreas indígenas dentro dos seus limites territoriais.
Seu território está totalmente dentro da bacia hidrográfica do rio Xingu, que por sua vez pertence às bacias do Amazonas e do Paraguai.
Em termos históricos, o povoamento da região de Canarana está ligado à Marcha para Oeste, que a partir da década de 1970, pretendia, entre outros objetivos, expandir a fronteira agropecuária com migrantes da região Sul.
Canarana surgiu em função dos problemas fundiários do sul do país, mas especificamente da cidade de Tenente Portela (RS), de onde, em 1972, chegaram as primeiras famílias à localidade denominada de “Vila Sucuri”.
Sobre a origem e formação do município de Apiacás, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Foi um distrito de Alta Floresta.
( ) Foi elevado à categoria de município em 1988.
( ) A colonização do município se deu por meio da Colonizadora Feliz.
Assinale a sequência correta.
V, V, F
V, F, V
F, V, F
F, F, V
O Estado de Mato Grosso apresenta três dos seis biomas brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assinale a alternativa que os apresenta corretamente.
Amazônia, Caatinga e Pantanal
Cerrado, Caatinga e Pampas
Amazônia, Cerrado e Pantanal
Mata Atlântica, Cerrado e Pampas
No norte do Estado, localiza-se a única reserva extrativista de Mato Grosso, nomeada como
RESEX Guariba-Roosevelt.
APA Chapada dos Guimaraes.
RPPN – SESC Porto Cercado.
PNCG – Chapada dos Guimarães.
Afonso d’Escragnolle Taunay escreveu, entre os anos de 1924 e 1950, uma longuíssima obra sobre as chamadas “Bandeiras Paulistas”. Em seu último de 11 tomos, Taunay dedicou-se às “monções cuiabanas do século XVIII”. Nele, se lê:
Como consequência imediata da descoberta do ouro cuiabano, operou-se a transformação da principal rota sertanista, já quase sesqui-secular da penetração ocidental, para a devassa das terras e a preá do índio, em via comercial e militar. [...] E, com efeito: em parte alguma do globo as condições geográficas, demográficas, comerciais, coexistiram e associaram-se tão típicas, tão originais, quanto as que caracterizaram essa via anfíbia de milhares de quilômetros de imensos percursos fluviais e pequenas jornadas terrestres: a estrada das monções entre os pontos terminais de Araraitaguaba e Cuyabá, separados por três mil e quinhentos quilômetros da mais áspera navegação com a mínima solução de continuidade constituída por alguns quilômetros do varadouro de Camapuan. [...Avançava-se] em desrespeito ao ajuste interibérico de 1494 definitivamente perempto em 1750 graças ao influxo das bandeiras sobre a resistência pequena [...] castelhana [...] ao Sul e no Centro do Brasil atual e quase nula e, por assim dizer, inexistente na Amazônia.
TAUNAY, A. de E.: História Geral das Bandeiras Paulistas. Tomo undécimo e último. São Paulo: Edição do Museu Paulista, 1950. p. 11. Adaptado.
O texto acima refere-se à(ao)
iniciativa paulista de avançar no território colonial luso desde a capitania de São Vicente, em direção oeste, buscando novos locais para estabelecimento de roças para o cultivo de café, culminando com a formação de pequenas vilas com vocação para rentáveis entrepostos comerciais.
estabelecimento da colonização portuguesa nas costas da América do Sul, à extração de pau-brasil, à guerra contra as invasões francesas e ao estabelecimento da capital do Brasil em Salvador, na Bahia.
economia agroexportadora da monocultura de cana-de-açúcar, à ocupação de grandes áreas de latifúndio ao plantio, ao estabelecimento dos engenhos de açúcar na região Nordeste do Brasil e à utilização da mão de obra negra escravizada.
descoberta do ouro em Minas Gerais, ao grande afluxo migratório decorrente dessa descoberta rumo aos sertões do Brasil, estabelecendo-se em Vila Rica de Ouro Preto e Mariana, formando uma população miscigenada, liberta e assalariada.
relação entre o influxo das bandeiras, à interiorização da colonização portuguesa, ao avanço luso sobre os limites espanhóis estabelecidos no Tratado de Tordesilhas de 1494 e à assinatura do tratado de Madrid, em 1750.
O processo de ocupação de Mato Grosso, ocorrido a partir do século XVI, foi motivado:
pelas grandes riquezas minerais da região, especialmente o ouro, que atraíram desbravadores e bandeirantes.
pelas importantes áreas agrícolas que tornariam a região uma “nova fronteira agrícola” do Brasil.
pelos biomas relevantes em biodiversidade da região, especificamente na fauna e flora, que atraíram inúmeros viajantes em busca de novas descobertas científicas.
pelos excelentes rios de planaltos navegáveis da região, que facilitaram a travessia entre os aventureiros das capitanias de São Paulo e Mato Grosso.
pela população nativa da região, especificamente de indígenas, disciplinados, obedientes e adaptados ao trabalho nas lavouras canavieiras do Sudeste.
Leia o trecho e responda o que se pede:
"Em 11 de outubro de 1977 é assinado o documento decretando a emancipação político-administrativa do então Estado de Mato Grosso".
Disponível em https://aguasdebonito.com.br/blog/noticias/divisao-dos-estados-de-ms-e-mt-40-anos-de-independencia/. Acesso em 30/08/2022.
Essa emancipação ocorreu na gestão de qual Presidente do Brasil à época?
Juscelino Kubitschek.
Emílio Garrastazu Médici.
Ernesto Geisel.
Castelo Branco.
João Goulart.
A historiografia e a arqueologia identificaram mais de vinte quilombos localizados entre as repartições de Mato Grosso, Cuiabá e Mojos (América espanhola) nos séculos XVIII e XIX, entre os quais destacava-se o do Quariterê, também conhecido como “Quilombo Grande” (1770).
A respeito do Quilombo do Quariterê, assinale a afirmativa que descreve corretamente sua organização.
Os quilombolas desenvolviam diversas atividades produtivas, manufatura de cestaria, tecidos, além do cultivo de milho, feijão, favas, mandioca, fumo e algodão.
Os quilombolas escolheram se enraizar na atual fronteira entre Bolívia e Mato Grosso, isolados do convívio social ameríndio e luso-brasileiro, como medida de segurança em relação às perseguições escravistas.
Os quilombolas eram hierarquizados com base em critérios étnicos, conservando as rivalidades e relações de dominação que existiam entre as nações africanas, sobretudo entre os “negros da Guiné” e os “negros de Benguela”.
Os quilombolas haviam sido atraídos para o Quariterê pela sua fama de invencibilidade, chegando fugidos das capitanias do Grão-Pará e Maranhão, de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os quilombolas replicavam na América suas estruturas políticas africanas, por isso reconheceram como liderança a representante de uma linhagem real de Benguela, a rainha Tereza.
A respeito da reconfiguração do espaço mato-grossense durante a Era Vargas (1930-1945), analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A expansão da fronteira agrícola pelo programa Marcha para o Oeste implementava uma política de colonização centralizada e nacionalista, com a proposta de ocupar os espaços vazios do interior do país e integrá-los ao restante da nação.
( ) A criação dos Territórios Federais de Ponta Porã e do Guaporé visava estimular a ocupação de áreas com reduzida densidade demográfica na fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia, por motivos de segurança regional.
( ) A reformulação urbanística de Cuiabá objetivava modernizar a capital mediante a abertura da Avenida Getúlio Vargas, da construção da Casa dos Governadores, do Hotel Central, do Cine Teatro Cuiabá e de outros prédios da administração estadual.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – V – V.
F – V – V.
V – F – V.
F – V – F.