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A partir da primeira guerra mundial, o capitalismo passou por várias mudanças, passando de capitalismo competitivo a capitalismo monopolista. A sociedade capitalista divide-se em duas classes sociais básicas: a dos capitalistas e a dos assalariados, enquanto os capitalistas são os donos dos meios de produção, os assalariados possuem a força de trabalho. Neste sentido, podemos afirmar sobre a sociedade mundial do século XX que:
O capitalismo gerou uma sociedade de consumo, na qual a pressão intensa da propaganda e da mídia induz as pessoas ao consumo exagerado, o que garante a melhoria das condições de vida de toda a humanidade, especialmente nos países mais pobres;
A melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na África gerou uma ansiedade social que atraiu a atenção de vários estudiosos, que propuseram reformas com a intenção de acabar com as desigualdades econômicas e sociais entre os povos.
No final do século XX, alguns intelectuais aceitaram que o capitalismo não pode ser controlado e nem abolido e defenderam a Social Democracia e o Estado do Bem Estar Social como alternativa para os dois sistemas.
O socialismo real implantando na URSS, CUBA, Coréia do Norte e China teve como características comuns nestes países a inexistência da propriedade privada dos meios de produção, a economia controlada pelo Estado com o objetivo de promover uma distribuição justa da riqueza entre todas as pessoas da sociedade, e a inexistência de uma burocracia estatal.
A obra Os Donos do Poder (1958), de Raymundo Faoro, é uma contribuição historiográfica fundamental para o entendimento das relações entre Estado, sociedade e economia no Brasil, desde a formação do Estado português, com D. João I, até Getúlio Vargas.
Esta obra se articula em torno do conceito de
patrimonialismo, segundo o qual a classe política brasileira, formada a partir de um estamento burocrático, se beneficia de um Estado centralizador por ela administrado, tendendo a desprezar a distinção entre as esferas pública e privada.
coronelismo, pelo qual se explicam as relações de poder locais, a partir do município, ao longo da história colonial, imperial e republicana do Brasil.
mandonismo, segundo o qual as relações políticas e sociais no Brasil são historicamente marcadas pela tradição patriarcal e personalizada de poder.
clientelismo, pelo qual se explica a persistência de uma dependência econômica entre lideranças políticas e grandes proprietários de terra regionais, envolvendo troca de favores, sob a forma de voto.
feudalismo, que explicaria a longa duração do poder da ordem privada dos potentados rurais e suas parentelas diante do Estado, cuja tarefa se reduz à coleta de impostos.
Mercantilismo:
Uma das práticas mercantilistas europeias entre os séculos XV e XVII constituía-se na proibição de se exportar certas matérias-primas que poderiam favorecer o crescimento industrial em outros países, para evitar a concorrência. Tal prática ficou conhecida por:
Balança comercial favorável.
Metalismo.
Colbertismo.
Protecionismo.
"...foi um sistema de exploração regulamentado pelo Estado e executado através do comércio (...), sendo essencialmente a política econômica de uma era de acumulação primitiva..."
O texto define:
Feudalismo.
Mercantilismo.
Liberalismo.
Neoliberalismo.
Seja o homem néscio e rude
lavrador
Os dinheiros o fazem fidalgo. É
sabedor
Quanto mais alto tem, tanto é
mais de valor,
O que não tem dinheiros não é de si senhor...
Arcipreste de Hita (poeta espanhol do século XIV)
Os versos do poeta espanhol permitem uma viagem por um longo período histórico, possibilitando que se situe, por conveniência, no período que compreende a era moderna aos dias atuais. Com base nesse intervalo de tempo, assinale a alternativa correta.
O Antigo Regime derrubou a burguesia por meio das revoluções liberais e concretizou o modo de produção capitalista pela Revolução Industrial, garantindo dessa forma a fidalguia monárquica.
Os versos mostram o autor em comunhão com os ideais antropocêntricos do período Renascentista, no qual a valorização do homem ocorre pelo acúmulo de capital e riqueza.
As concepções religiosas ao longo dos séculos, sejam protestantes ou católicas, não tiveram papel preponderante nas transformações econômicas da sociedade ocidental.
Conflitos étnicos e (ou) subdesenvolvimento são alguns reflexos socioeconômicos do colonialismo implantado pelas potências imperialistas nas regiões anglo-saxônica, asiática, africana e europeia.
Síntese do metalismo, uma das faces do mercantilismo: um país rico, tal como um homem rico, deve ser um país com muito dinheiro; e juntar ouro e prata em um país deve ser a mais rápida forma de enriquecê-lo.
Com a expansão mercantilista da época moderna surgiram as rivalidades entre os países europeus, e a Coroa Portuguesa se viu pressionada a colonizar as terras que havia encontrado na América. Dentre os fatores que aceleraram este processo de colonização, podemos destacar:
Portugal e Espanha estavam ameaçados pelo crescimento de outras potências e os acordos anteriores, como o Tratado de Tordesilhas (1494) entre França e Inglaterra, começaram a ser questionados pelos países em expansão.
A descoberta de ouro e prata na África e no Oriente funcionou como estímulo ao início da colonização portuguesa.
A frágil burguesia lusitana dependia cada vez mais da distribuição dos produtos orientais feita pelos comerciantes flamengos (Flandres), que impunham os preços e acumulavam os lucros.
O cultivo da cana-de-açúcar desenvolvido pelos povos que habitavam os territórios recém-encontrados pelos Europeus na América foi identificado como importante fonte de renda para as metrópoles do Velho Mundo.
Observe a imagem para responder à questão.

A obra O banqueiro e sua mulher (1514), de Quentin Matsys, retrata o casal
como membros da nobreza europeia, característica evidenciada pelos trajes, pelo espaço em que se encontram e pela atividade que estão desenvolvendo.
de forma elogiosa, refletindo a mudança de mentalidade europeia em relação às finanças devido às revoluções burguesas ocorridas no início do século XVI.
como representante da avareza, fruto de um contexto em que o empréstimo a juros, o lucro e a usura eram duramente criticados pela Igreja Católica.
de forma crítica, ressaltando o vínculo existente à época entre os banqueiros e os operários, o que levou à luta radical contra o Antigo Regime e a monarquia.
como pessoas simples e pobres, com poucos recursos, em um contexto histórico em que burgueses e camponeses tinham a mesma situação econômica.
Na Europa do século XVI, que se transformava rápida e profundamente, substituindo estruturas e instituições feudais por uma nova realidade em que sobressaíam a nascente classe burguesa e uma cultura voltada para a valorização do homem como ser dotado de razão, tinha início a Idade Moderna. Nesse contexto, Martinho Lutero desponta como alguém que
inventa os tipos móveis para a impressão no papel, o que fez da imprensa o grande veículo de transmissão do conhecimento.
inaugura o teatro moderno, escrevendo textos que até hoje são encenados, com sucesso, nos palcos de todo o mundo.
contesta determinados aspectos do catolicismo e o comportamento do clero, dando início à Reforma Protestante.
funda a Escola de Sagres para desenvolver estudos náuticos, o que possibilita a navegação de longa distância.
foi pioneiro nas Grandes Navegações, levando os europeus a colocarem os pés na África, na Ásia e na América, iniciando um longo período de dominação mundial.
A consolidação do capitalismo como sistema econômico dominante no mundo contemporâneo, possível graças aos avanços da Revolução Industrial, também envolveu sua disseminação pelo mundo afora, o que ocorreu, fundamentalmente, por meio da(s)
difusão dos teares, o que impulsionou a indústria têxtil em escala mundial.
duas guerras mundiais do século XX, que destruíram a alternativa socialista.
conquista da Oceania, que passou a receber imigrantes europeus.
corrida imperialista e de sua face mais visível, o neocolonialismo.
expansão das ferrovias, que interligaram todos os continentes no sistema produtivo global.
Uma das práticas mercantilistas europeias implicava na proibição de se exportar certas matérias- primas que poderiam favorecer o crescimento industrial em outros países, a fim de evitar possíveis concorrências. Tal prática ficou conhecida por
balança comercial favorável.
intervencionismo estatal.
metalismo.
colbertismo.
protecionismo.
“Convencionou-se chamar de Idade Moderna o período histórico que se estende de 1453 (tomada de Constantinopla pelos turcos) até 1789 (início da revolução Francesa). No plano econômico, essa época foi marcada pelo desenvolvimento do capitalismo comercial (ou mercantil), forma inicial do sistema capitalista.
Sobre essa fase do capitalismo é CORRETO afirmar que:
I. Apesar de predominar o produtor independente, expande-se o trabalho assalariado. Existia a predominância do capital mercantil sobre a produção.
II. A maior parte do lucro concentrava-se nas mãos dos comerciantes, intermediários entre o produtor e o consumidor.
III. Período de emergência da economia mercantil, na qual o comércio e a produção artesanal começam a ganhar força. A produção estava nas mãos dos artesões que eram donos dos meios de produção.
IV. O capital industrial passa a dominar o conjunto da produção, distribuição e circulação de riquezas. Há uma clara separação entre os possuidores dos meios de produção e a massa dos trabalhadores.
Estão CORRETAS:
Apenas as afirmativas I e II.
Apenas as afirmativas I, II e III.
Apenas as afirmativas II e III.
Apenas as afirmativas II, III e IV.
Apenas as afirmativas III e IV.
Em relação ao Mercantilismo, pode-se afirmar:
Foi uma política econômica do Estado Moderno que estruturou o Sistema Colonial com o objetivo de promover o povoamento das áreas conquistadas.
Foi uma política econômica do Estado Nacional Moderno cuja finalidade era promover o desenvolvimento econômico das colônias do além-mar.
Foi uma política econômica nacionalista cujo propósito era promover uma reforma agrária no campo para acabar com a miséria dos camponeses.
Foi uma política econômica baseada no princípio de que os Estados Nacionais deviam promover, apenas, o comércio em escala internacional.
Foi um conjunto diversificado de práticas econômicas ligadas ao surgimento do Estado Nacional Moderno e ao fortalecimento do poder real.
O mercantilismo foi um “conjunto de idéias e práticas político-econômicas que caracterizaram a história européia e, principalmente, a política econômica dos Estados modernos europeus, entre os séculos XV/XVI e XVIII”. Entretanto, as idéias e práticas mercantilistas variaram no tempo, principalmente em razão das diferenças existentes entre os Estados, a exemplo do mercantilismo ibérico e o inglês, onde prevaleçam, respectivamente :
a balança de comércio favorável e a política denominada colbertista
o princípio do metalismo ou bullionismo e a política denominada colbertista
o princípio do metalismo ou bullionismo e a teoria da balança comercial favorável
a teoria da balança de comercio favorável; e o metalismo e o bullionismo
o mercantilismo liberal; e o metalismo e o bullionismo