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Segundo Leila Leite Hernandez, “A partir do momento que foram utilizadas as noções de “brancos” e “negros” para nomear, de maneira genérica, os europeus colonizadores e os africanos colonizados, os segundos têm de enfrentar uma dupla servidão: como ser humano e no mundo do trabalho”.
(Fonte: HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008, p 23.)
Com base na obra citada, a autora conclui que:
o negro e o branco, marcados pela pigmentação da pele, por imposição transformaram-se em mercadorias destinados a diversas formas compulsórias de trabalho.
o negro, marcado pela pigmentação da pele, transformado em mercadoria e destinado a diversas formas compulsórias de trabalho, também é símbolo de uma essência racial imaginária, ilusoriamente inferior.
tanto na África Subsaariana e Setentrional, o negro transformou o próprio negro em mercadorias e o destinou a diversas formas compulsórias de trabalho, tendo como base as políticas de apartheid.
na África Subsaariana e Setentrional, a pigmentação da pele era determinante e selava o destino daqueles que poderiam tornar-se mercadorias ou aderir ao trabalho compulsório escravista.