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[...] o Brasil passou a aproveitar com mais eficiência as oportunidades de diversificação e ampliação de seu comércio exterior, conforme atesta a estratégia de diversificação de parcerias comerciais que antecedeu e ‘amaciou’ os efeitos da crise de 2008/2009.
SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. O Brasil no mundo. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz (direção). História do Brasil Nação: 1808-2010. V. 5 Modernização, ditadura e democracia. 1964-2010. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p. 163.
De acordo com o autor, o que permitiu ao Brasil passar praticamente incólume pela crise do capitalismo de 2008 foi uma estratégia política, expressa na(o)
criação, imediatamente após a crise de 2008, de um novo bloco de cooperação econômica fora do eixo norte-atlântico, denominado BRICS (Brasil, Índia, China e África do Sul), rompendo em definitivo tratados comerciais ao norte.
distanciamento de questões polêmicas, como a que envolvia EUA e Irã, quando o primeiro exigia, por meio da ONU, a aplicação de sanções econômicas e comerciais ao segundo, a fim de coibir sua política de energia atômica.
doutrina do “novo protagonismo brasileiro”, de Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim, que, entre outras coisas, buscou diversificar mercados e gerar melhores condições de exportações, levando à criação do G-20 (México, 2003).
política de blocos regionais, simbolizada pelo Mercosul, onde o Brasil, associado à Argentina, liderou uma política de isolamento em relação aos mercados mundiais e a outros blocos regionais, esperando que os efeitos da crise terminassem.