“Existe um tipo de experiência vital — experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida — que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei esse conjunto de experiências como “modernidade”. Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor — mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia.” BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia das Letras, 1986, p. 15.
Sobre o conceito de modernidade, leia o exerto do texto e em seguida assinale a alternativa correta:
A definição apresentada pelo autor para a união formulada pela modernidade é sempre benéfica para a sociedade, pois o fim das fronteiras traduz a possibilidade de transito livre de pessoas e mercadorias.
Modernidade como apresentada no trecho acima é uma relação bem estabelecida e demarcada temporalmente, com começo, meio e fim.
De acordo com o trecho citado acima, ser moderno é perder-se nos espaços, tal afirmação é condizente com as tecnologias utilizadas nos grandes centros urbanos para locomoção como o GPS.
A modernidade é uma relação das pessoas com o tempo e o espaço, e ela se configura na maneira como as pessoas percebem essa aceleração.