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O mais recente processo de redemocratização do Brasil, marcando o fim da longa ditadura política, civil e militar (1964 — 1985), apesar de ter ocorrido uma série de tentativas fracassadas de interrompê-lo, presenciou a retomada de alguns movimentos sociais independentes e autônomos, tais como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a UNE (União Nacional dos Estudantes). Esses movimentos afirmavam a importância das pressões populares como forma de conquistar direitos políticos e sociais.
Apesar de seus vícios e inúmeros escândalos, foi no governo da Nova República (1985 — 1990) que se aprovou a Constituição de 1988.
O início da década de 1980 no Brasil foi marcado por intensas manifestações e pressões populares que, junto às negociações políticas, muito contribuíram para a volta da democracia ao país, pois:
acabaram fortalecendo o Congresso Nacional, que passaria a ser responsável pela escolha dos próximos presidentes após a morte de Tancredo Neves
muitos direitos foram conquistados e acabaram sendo incorporados à nova Constituição, que foi promulgada pelo Congresso Nacional em outubro de 1988
a partir de então, diante das pressões dos inúmeros movimentos sociais e populares, a classe política não mais se envolveria em escândalos
a exemplo da vitoriosa Campanha Pela Anistia, marcando o retorno de exilados políticos, o Movimento Pelas “Diretas Já” também conseguiu seu objetivo