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“Tudo indicava, portanto, que o governo devia reforçar os laços centralistas tradicionais do regime monárquico e abandonar os sonhos federalistas. Em nenhum momento, porém, o principal interessado no drama – o Imperador – deixou-se embalar por ilusões. Para ele a situação era transitória, mas não reversível; discretamente, começou a organizar seu exílio.”
(BESOUCHET, Lídia. Pedro II e o Século XIX. Nova Fronteira. 2ª edição. RJ. 1993.)

A última foto da família imperial ainda no trono em 1889, por Otto Hees. (Wikipedia)
A conjuntura brasileira à época da queda da monarquia, que resultou no exílio da família imperial, foi assinalada por vários acontecimentos que, cada vez mais, desgastavam o poder monárquico, destacando-se:
as críticas que a imprensa fazia sobre a verba da Casa Imperial brasileira, apesar de o imperador Pedro II demonstrar-se bastante atento quanto aos enormes gastos
os desgastes envolvendo as relações com o clero católico brasileiro, especialmente após a Bula Papal Syllabus, de 1864, autorizando a ligação de católicos com a Maçonaria
os atritos entre os militares e o Império, que chegou a punir alguns altos oficiais, apesar da maior preferência da Monarquia pelo Exército, em detrimento da Guarda Nacional
os desgastes da aristocracia tradicional ligada ao café do Vale do Paraíba fluminense, acelerados pela crise escravista e pela ascensão da aristocracia cafeeira paulista