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Em 1961, em The origins of the Second World War, o historiador britânico A.J.P. Taylor (in Reis Filho, vol.III,2000) negou o que parecia ser a verdade absoluta. Até o fim da década de 1950, havia um certo consenso entre os historiadores quanto às responsabilidades de Adolf Hitler sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas Taylor argumentou que a Segunda Guerra representou apenas mais uma etapa da busca da geopolítica alemã por garantir o controle sobre o Centro-Leste da Europa, numa espécie de continuação da estratégia política implementada por Bismark e Guilherme II, um século antes. A visão predominante dos historiadores marxistas do período sobre o significado das ações de Hitler na Segunda Guerra Mundial é que:
Hitler representava o delírio do totalitarismo
Hitler significava as forças que combatiam o paradigma liberal-burguês
Hitler encarnava a face mais violenta do imperialismo capitalista
Hitler representou a busca de retorno ao centralismo monárquico europeu
Hitler simbolizava as forças cegas do livre mercado