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Em termos das mudanças demográficas, relativas à concentração urbana, ocorridas no país, que estiveram ligadas às políticas do nacional-desenvolvimentismo adotadas no Governo Juscelino Kubitschek, na década de 50, pode-se verificar a seguinte alteração na curva populacional brasileira:
diferentemente do restante do planeta, que nos anos 50 do século passado experimentava um exponencial crescimento populacional e uma brutal concentração populacional nos grandes centos urbanos, a curva populacional e a urbanização brasileira não se alteraram no período; isto obrigou Juscelino Kubitschek a adotar o nacional-desenvolvimentismo, que acabou resultando no baby boom brasileiro dos anos 60
o Brasil experimentou, entre 1920 e 1940, devido possivelmente aos reflexos positivos da crise de 1929 sobre os países da América Latina, um crescimento populacional e um processo de urbanização que se antecipou ao resto do mundo e que decaiu nos anos 50; em 1950, a população brasileira era fundamentalmente urbana, o que permitiu que Juscelino Kubitschek adotasse o nacional-desenvolvimentismo
em razão dos fortes contingentes populacionais perdidos no Brasil, devido à participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, houve uma acentuada queda da população brasileira, especialmente entre os cidadãos dos centros urbanos; Juscelino Kubitschek, visando deter tal retrocesso populacional adotou políticas desenvolvimentistas
houve uma transição rápida, a partir dos anos 50, com um crescimento populacional significativo e uma tendência à concentração da população nos centros urbanos. Constata-se que, em 1980, 51,5% da população era já urbana, em contraste com os 16% de cidadãos que viviam nas cidades brasileiras em 1940; em 50, o Brasil precisava do desenvolvimento para fazer frente às demandas da urbanização
em razão da forte imigração de contingentes populacionais oriundos das regiões devastadas pela Segunda Guerra Mundial, vindos tanto da Europa quando do Oriente, o Brasil experimentou, em 1950, um crescimento populacional exponencial, tanto urbano quanto rural, especialmente no Nordeste e no Norte do país; era um imperativo, então, que se adotassem medidas em busca do desenvolvimento