O capítulo 5 “O Homem Cordial” da obra Raízes do Brasil
(Holanda, 1990) é, sem dúvida, um dos mais discutidos do clássico
livro da historiografia brasileira. É nele que o autor destaca uma
característica cultural, própria dos brasileiros, como a tendência a
não achar agradáveis as relações impessoais, típicas das ações do
Estado, procurando reduzi-las ao padrão pessoal, familiar e afetivo.
Esta tendência do “homem cordial” a comportamentos de aparência
afetiva, dificulta a formação no Brasil de uma sociedade urbana de
tipo moderno. Um importante conceito, derivado das reflexões de Max
Weber, que o referido autor utiliza para ressaltar a tendência brasileira
de aceitar quando não, promover, certa promiscuidade entre interesses
pessoais e familiares e as instituições do Estado é o conceito de: