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Acerca das vivências de crianças abrigadas, assinale a alternativa INCORRETA.
A diferença entre crianças e adolescentes idealizados está na origem de diversos conflitos. Sabe-se que há o preconceito contra crianças pobres e “não brancas” e a culpabilização de suas famílias quanto a fatores de vulnerabilidade e risco social.
O abrigamento como modalidade de assistência à infância é comum na história do país, que vivenciou uma fase caritativa (do período colonial até meados do século XIX), em que crianças abandonadas nas Santas Casas de Misericórdia e na Roda e Casa dos Expostos eram transformadas em mão de obra pela elite.
O abrigamento como modalidade de assistência à infância é comum na história do país, que vem vivenciando, nos dias atuais, a fase filantrópica na qual as famílias, por serem consideradas culpadas pelo aumento da criminalidade e do abandono infantil, têm seus filhos internados em instituições totais para transformá-los em bons trabalhadores e cidadãos.
Vive-se a problemática em função de que, sem políticas de apoio, as crianças e os adolescentes que chegam aos abrigos não podem retornar às suas casas, permanecendo institucionalizados por vários meses ou anos.
Apesar dos avanços e das legislações atuais, ainda se tem instituições que apresentam um modo de funcionar inadequado e prejudicial àqueles que atendem, tais como práticas disciplinares exercidas pelo controle coercitivo e a não preservação da individualidade, que podem prejudicar o desenvolvimento das crianças atendidas.