Quanto ao uso do hífen no texto, é correto afirmar que:
A
na justaposição, como ocorre em “homem-coisa” (1o parágrafo), o hífen tem a função de hierarquizar os termos componentes,
variando em número, por regra, apenas o primeiro: “homens-coisa”.
B
na justaposição de termos, como ocorre em “Afro-Caribenho”, ainda que o hífen tenha servido para ressaltar um atributo
dual, trata-se de equívoco, uma vez que a norma vigente exclui o hífen quando não ocorre encontro de duas vogais semelhantes.
C
no termo “re-balcanização” (2o parágrafo), embora contrário às regras vigentes, o hífen presta-se a conferir relevo e a
indicar que o substantivo foi cunhado por Achille Mbembe.
D
na composição de termos que indicam origem, como em “Afro-Americano” (1o parágrafo), o hífen atribui maior importância
ao que inicia o vocábulo, a ponto de indicar, no contexto, uma identidade valorizada pelo entrevistado.
E
na composição de dois substantivos como “homem-mercadoria” (1o parágrafo) forma-se um termo de significado novo, de
modo a indicar, neste caso, a depreciação do homem a ponto de ser comercializado.