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A característica árcade que norteia o estabelecimento de...

Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa para responder às questões de números 32 a 35.



Se sou pobre pastor, se não governo

Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;

Se em frio, calma, e chuvas inclementes

Passo o verão, outono, estio, inverno;

Nem por isso trocara o abrigo terno

Desta choça, em que vivo, coas enchentes

Dessa grande fortuna: assaz presentes

Tenho as paixões desse tormento eterno.

Adorar as traições, amar o engano,

Ouvir dos lastimosos o gemido,

Passar aflito o dia, o mês, e o ano;

Seja embora prazer; que a meu ouvido

Soa melhor a voz do desengano,

Que da torpe lisonja o infame ruído.

(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)

A característica árcade que norteia o estabelecimento de sentidos no poema é:


A

inutilia truncat, ou cortar o que seja inútil, propondo que as paixões pessoais devem sobrepor-se às paixões coletivas.


B

aurea mediocritas, ou equilíbrio do ouro, propondo que a simplicidade deve sobrepor-se ao luxo e à ostentação.


C

fugere urbem, ou fugir da cidade, propondo que a vida no campo pode ser tão mais atrativa e rica que a do meio urbano.


D

locus amoenus, ou lugar ameno/agradável, propondo que o verdadeiro líder governa do campo, longe das atribulações.


E

carpe diem, ou aproveitar o presente, propondo que os prazeres mundanos devem ser explorados intensamente.