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Texto I
Esperança Renovada
Ano Novo! Novas expectativas! A magia do calendário permite-nos, a cada 365 dias, enchermos nossos espíritos de otimismo, bons fluidos e esperança de um futuro melhor. Essa sensação é particularmente auspiciosa depois de um ano tão carregado, quanto esse que acaba de findar.
O Brasil dos últimos tempos vem sendo vitimado por uma tríplice aliança do mal. É preciso enfrentarmos essas chagas para que de fato tenhamos um futuro mais promissor, são eles: o patrionalismo (entranhado em nossa cultura há quinhentos anos), o populismo (prática política que volta e meia acomete o país com maior ou menor força) e a corrupção endêmica e institucionalizada.
O Patrionalismo é um vício de governo que acompanha o homem desde as sociedades tribais. Trata-se da formação de elites que orbitam em torno do poder (monarcas, presidentes, sheiks, tzares) com o objetivo de, em troca de favores, receber benefícios e privilégios […]
O Populismo geralmente se dá em torno de uma pessoa, carismática, capaz de se comunicar com as massas, e através da palavra, angariar suporte quase incondicional. É um discurso para chegar ao poder. O populista abusa dos aforismos, simplifica temas complexos, recorre a frases de efeito e de cunho maniqueísta […]
A Corrupção, prática que torna o público privado. Sangra os cofres públicos num país que ostenta uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo […]
Não conheço caso na história em que essa tríade tenha acometido de forma combinada e tão virulenta um único país! Que venha o ano de 2018 para começarmos, de uma vez por todas, a estirpar esses males de nossas práticas políticas.
Robin de Rooy. Jornal do Commercio. Recife, 05/01/2018.
No enunciado “É preciso enfrentarmos essas chagas para que de fato tenhamos um futuro mais promissor”, o termo “essas chagas” pode ser considerado como
forma remissiva não-referencial que introduz instruções de sentido no texto.
elemento coesivo referencial que faz remissão a uma informação do universo textual, introduzindo um argumento decisivo, apresentado como acréscimo.
forma nominalizante, por meio da qual se remete ao argumento da oração anterior.
forma referencial com lexema idêntico ao núcleo do sintagma nominal antecedente.
elo de coesão que estabelece uma contradição no contexto linguístico.