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A regência verbal de pertencer, usado na linha 5 do Texto...

Texto II


Quando eu for bem velhinho — continuação 1


Era um menino quando meu coração gravou

essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de

passar pela minha calçada, eu, velhinho, apenas vi

o bloco passar. Algo me diz que cada um de nós

5 pertence a muitos blocos. Uns nos são impostos;

outros, como os de carnaval, são escolhidos. Dir-

se-ia que os blocos impostos são opressivos e

obrigatórios — como a casa, os irmãos, a escola e

até mesmo o país, a etnia e o gênero; ao passo que

10 os escolhidos, como o bloco de carnaval figurado

nesta música, são marcados por liberdade. Há

uma verdade nisso, mas há também a ilusão que

o carnaval brasileiro representa muito bem. É que

o escolhido e o obrigatório também se confundem,

15 pois muito do que é “escolhido” é determinado por um

“obrigatório” vivido com mais ou menos intensidade.

Há quem transforme escolha em obrigação e quem

faça o justo oposto, diz o meu lado cinzento como

esta quarta-feira, outrora santificada — hoje parte

de um longo e fantasioso feriado.



DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro

Caderno, p. 13. Adaptado.

A regência verbal de pertencer, usado na linha 5 do Texto II, exige a preposição a e, por isso, ele pode estar seguido de um complemento que exija o emprego do acento indicativo de crase.


Esse acento deve ser empregado no seguinte contexto em que figura esse verbo:


A

O futuro pertence a Deus.


B

A felicidade pertence a mim.


C

As sereias pertencem a imaginação.


D

As Olimpíadas pertencem a esta cidade.


E

Estas rodovias pertencem a Curitiba.