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Tal como na palavra 'indispensável', têm sentido...

TEXTO 1


O melhor caminho


Palavras como shopping, marketing e algumas já perfeitamente assimiladas pela população brasileira podem ficar. Mas outras, que ninguém entende, serão obrigadas a ter o correspondente em português. Essa é uma das propostas de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.

O projeto propõe que essas mudanças ocorram “em qualquer placa sinalizadora, letreiro, painel, cartaz, tabuleta, cardápio e assemelhados e outros escritos em língua estrangeira, desde que destinados ao público”. A proposta será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovada, seguirá para o Senado Federal, pois tramita em caráter conclusivo pelas comissões.

O autor do projeto considera absurdo o fato de um brasileiro chegar a um restaurante e encontrar, no cardápio, o nome de um peixe escrito em francês, sem a tradução. Ele reclama ainda da profusão de nomes estrangeiros para marcas de produtos nacionais. “Temos uma língua muito rica, não há necessidade de recorrer a outras”, resume. Na sua opinião, “Toda essa invasão cultural decorre de nosso espírito colonizado, como se toda mercadoria estrangeira fosse melhor e mais bonita do que as nacionais”.

Não é com leis que a situação vai mudar, diz Marisa Ribeiro, professora de Português. Para ela, muita gente se vale de “empréstimos” a línguas estrangeiras, na expectativa de obter “elegância e charme”. O uso da Internet aumentou o problema. Um exemplo está no verbo “deletar”, importado do inglês. Hoje em dia, ninguém mais fala ‘apagar’. E o que dizer de personal trainer”?

“Medidas de cima para baixo cheiram a autoritarismo”, considera a professora, indicando outras saídas, para valorizar a língua nacional. “É preciso fazer com que as pessoas se expressem da melhor forma. E desenvolvam o hábito de pensar. Essa conquista, no entanto, só é possível através da educação”.


(Gustavo Werneck, Estado de Minas, 7 jan. 2001. Fragmento adaptado).



Texto 2


Os arroubos nacionalistas contra o excesso de estrangeirismos são tão antigos quanto a gramática e contribuem, quando nada, para levantar a questão e lembrar ao brasileiro a importância de preservar a integridade do idioma oficial, que é afinal um dos símbolos da Nação, junto com a bandeira e a moeda.

Realmente dá arrepios ver o Banco do Brasil anunciar o seu personal banking, serviço que pode ter tudo a ver com banco, mas nada com Brasil (conforme reportagem do Estado de Minas no último domingo).

O que não se deve é transformar esse bom combate em exercício de xenofobia exacerbada. É forçoso reconhecer que certas palavrinhas buscadas em outros idiomas podem até parecer antipáticas a olhos acentuadamente verdeamarelos, mas são indispensáveis ao fluxo normal da comunicação em várias atividades.

Seria um castigo para os publicitários, por exemplo, não poder usar alguns termos e expressões dos quais a propaganda não tem como abrir mão. Nenhuma lei, decreto, medida provisória ou emenda constitucional será capaz de sugerir, de descobrir ou inventar palavras para substituir outdoor, layout, fade-out, fade-in, entre outras.


(Estado de Minas, Belo Horizonte, 12 jan. 2001. Fragmento).

Tal como na palavra 'indispensável', têm sentido negativo os prefixos que aparecem nas palavras:


A

irreverente, irrestrito, irromper


B

inumação, invalidade, intraduzível


C

inábil, ímprobo, improducente


D

inalar, injetar, inarmônico


E

imolação, imperecível, impermutável