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Atenção: Para responder às questões de números 5 a 7, baseie-se no texto abaixo.
Auditar, ouvir
A etimologia revela a origem quase sempre ignorada ou esquecida das palavras. Conhecê-las na raiz de seu surgimento é conhecer um pouco da história e das práticas humanas. O termo auditor, por exemplo, prende-se ao verbo audire, do latim, e significa “aquele que ouve”. Não é difícil imaginar que a função original de um auditor seria, pois, ouvir de fato o que dizem os elementos de uma operação ou de um processo, apurar o que se diz ou o que se cala num documento. “Ouvir as partes” é como se designa um rito do processo judicial. Também o bom jornalismo nunca deixa de ouvir as diversas versões de um fato. Há casos, pois, em que “ouvir” e “audição” deixam de ser apenas o exercício de um sentido humano para ganharem o sentido mais específico de “auditar” e de “auditoria”.
(Hermes de Toledo, inédito)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
Também no bom jornalismo que se deve praticar, ouve-se as partes que uma notícia se constitui, em vez de apenas uma delas.
Devem-se aos vários sentidos de uma palavra a percepção de que dependendo do contexto é que ocorre sua significação.
Um auditor preserva em sua escuta a capacidade de descriminar os elementos processuais que estejem em litígio.
A etimologia pode ser decisiva para que venhamos a compreender, com a história das palavras, muito da nossa história social.
Quando se ignora as funções etimológicas de uma palavra, é frequente que se perca com elas os sentidos adquiridos em seus usos e costumes.