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Está plenamente correta, quanto à coesão de seus elementos...

Atenção: Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo

O inexpugnável mistério

Aceitemos de bom grado a tese formulada pelo físico nuclear dinamarquês Niel Bohr, segundo a qual “a tarefa da ciência é reduzir todos os mistérios a simples trivialidades”. Aceitemos também a conjectura de que, com o tempo e com um trabalho sem tréguas, os cientistas tenham conseguido levar a cabo essa tarefa da ciência, e todos os mistérios do mundo – da origem da vida à relação entre a mente e o cérebro – tenham afinal rendido os seus segredos e se revelado ao olhar humano naquilo que são: trivialidades perfeitamente inteligíveis na ordem natural das coisas.

Pois bem. Terminada a tarefa da ciência, restará ainda um derradeiro enigma diante do qual ela não tem, nem poderá vir a ter, o que dizer: o mistério da trivialidade de tudo. Em outras palavras: a ciência não saberá explicar a razão de ser de todas as trivialidades que compõem o nosso misterioso mundo.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 27)

Está plenamente correta, quanto à coesão de seus elementos, a construção da frase:


A

Sua tese formulada, se aceita de bom grado, Nicolas Bohr considera-a precisa.


B

A ciência não explicará, de vez que os mistérios do mundo sejam trivialidades.


C

Muitos cientistas não imaginam, a ciência por vezes está longe de alcançar.


D

Embora não se esclareça o mistério final, nem as trivialidades se explicam.


E

Ao se imaginar que tudo se esclareceu, eis que subsiste o mistério essencial.