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Em “[...] a parte mais difícil de viver só e estudar é ter...

Morar sozinho é fator de amadurecimento
Por Sabrina Souza

Morar só pode parecer uma ideia terrível à primeira vista. Sentar sozinho à mesa, preparar as próprias refeições, varrer a casa, limpar banheiro são coisas que, na maioria das vezes, não passam pela cabeça de quem vive no conforto da casa dos familiares. Mas há muito do que tirar da experiência solo. A maturidade é um importante aspecto que se é trabalhado nessas situações. “Levo as dificuldades e os desafios [de morar sozinho] como crescimento pessoal”, revela Neto Soares, 18, estudante de Publicidade e Propaganda. Para muitos, liberdade é a principal vantagem de morar sozinho.
Essas são realidades cada vez mais recorrentes no dia a dia. De acordo com Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005 a 2015, o número de pessoas que moram sozinhas aumentou de 10,4% para 14,6%. As causas para viver a vida a um variam muito, mas uma em especial é comum entre os jovens. Segundo dados divulgados pelo IBGE, em 2010, cerca de 29,2% dos alunos de ensino superior estudam em uma cidade diferente da sua natal.
O estudante de Publicidade, Neto, morava na cidade de Jaguaribara, no interior do Ceará. Ele comenta que decidiu migrar para a capital para buscar a sua graduação no ensino superior. “A única oportunidade de conseguir cursar o curso que eu queria era fazer a mudança [do interior para a capital]. Então, eu decidi que teria que morar sozinho”. Para Neto, a parte mais difícil de viver só e estudar é ter que conciliar os estudos com os afazeres da casa. “Eu já chego muito cansado da faculdade, ainda tenho que fazer comida, arrumar a casa, essas coisas…”, relata.

Texto adaptado de: < http: //portaldonic.com.br/jornalismo/2018/04/24/morar-sozinho-e-fator-de- amadurecimento/ >. Acesso em: 16 jul. 2019.

Em “[...] a parte mais difícil de viver só e estudar é ter que conciliar os estudos com os afazeres da casa. ‘Eu já chego muito cansado da faculdade, ainda tenho que fazer comida, arrumar a casa, essas coisas […]’”,


A

as expressões “ter que” e “tenho que” revelam a variante linguística regional do estudante Neto.


B

as expressões indicam possibilidade, e não necessidade ou obrigação.


C

nas duas expressões, o “que” está funcionando como pronome relativo.


D

nas expressões “ter que” e “tenho que”, o verbo “ter” poderia vir acompanhado da preposição “de”.