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A rede da inveja
1 No clássico A Conquista da Felicidade, de 1930, o filósofo britânico Bertrand Russel definiu um sentimento devastador: “De todas as características da natureza humana, a inveja é a mais desafortunada.
5 O invejoso não só deseja a desgraça, como é rendido à infelicidade.” Russel entendia a inveja como uma emoção universal, que hora ou outra desperta em qualquer um. Morto em 1970, ele não se surpreenderia - pelo contrário, provavelmente até acharia natural -
10 com o fato de a internet ser agora uma ferramenta a instigar esse sentimento angustiante. Não é difícil entender por que é assim. Só é possível invejar aquilo que se vê ou conhece, e a web multiplicou o que se pode saber sobre a vida alheia.
15 Um bilhão de pessoas participam do Facebook. O que fazem nele, basicamente, é colocar fotos, contar detalhes pessoais ou simplesmente fofocar. Apesar de passarem muito tempo on-line, alguns usuários limitam-se a seguir o que é postado por amigos que
20 parecem ser mais felizes e saber aproveitar melhor a vida. A infelicidade virtual nasce, muitas vezes, de uma percepção exagerada da felicidade alheia. “Os usuários do Facebook tendem a exibir na rede apenas o melhor de sua vida. Quem se sente inferiorizado não percebe
25 que o que se vê não é a vida real do outro, e sim apenas uma versão editada de seus melhores momentos”, diz a pesquisadora Hanna Krasnova.
(Filipe Vilicic, Revista Veja 30/01/13, texto adaptado)
As questões de 01 a 04 referem-se ao texto anterior.Seguem abaixo quatro frases famosas. Assinale aquela que resume o conteúdo do texto.
“O essencial é invisível aos olhos.” (Saint Exupèry)
“Meus filhos terão computadores sim, mas antes terão livros.” (Bill Gates)
“O computador veio para resolver todos os problemas que nós não tínhamos.” (Anônimo)
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.” (Albert Einstein)