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Tem função predicativa o termo

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


  1. É preocupante a falta de conhecimento de diversos profissionais de diferentes áreas em relação à língua
  2. portuguesa. Alegam essas pessoas que a simples troca de um z por um s não muda o valor de uma petição
  3. advocatícia, a receita de um médico ou, ainda, o relatório de um administrador. Puro engano: um texto mal escrito
  4. abala a imagem do profissional que o escreveu e, sem dúvida, desqualifica o trabalho. Infelizmente, o descaso com
  5. o nosso idioma é notório.
  6. Devemos ter cuidado com o que se fala e com o que se escreve, pois a nossa imagem está sempre sendo
  7. avaliada. A proliferação de "houveram", "menas", o uso da segunda pessoa para o pronome V.Sa. e as constantes
  8. derrapadas na concordância verbal podem parecer festival de mau gosto.
  9. Nossos alunos revelam, nos exames nacionais e internacionais, falhas incríveis em leitura e matemática.
  10. Somos o 53° país na classificação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Partindo desse
  11. princípio, o MEC lidera movimento a fim de estabelecer os fundamentos da Base Nacional Comum Curricular.
  12. Quer ouvir todos os agentes envolvidos no processo, mobilizando especialistas federais, estaduais e municipais.
  13. Louvável medida, mas como torná-la prática diante desse quadro confuso de desentendimento?
  14. Começa que, por tradição (europeia?), nossos currículos são estanques. As 13 matérias do ensino médio,
  15. por exemplo, não conversam entre si, ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos em educação,
  16. como podemos citar a Finlândia, a Coreia do Sul e a Suécia, cujas experiências conhecemos pessoalmente.
  17. Qualquer que seja o curso a ser seguido por nossos alunos (ou mesmo na efetivação de concursos
  18. públicos), o conhecimento da língua portuguesa é essencial, com a mescla dos conteúdos de morfologia e sintaxe.
  19. Conhecer os valores semânticos é indispensável para o correto exercício profissional e também para a comunicação
  20. e expressão do nosso idioma.
  21. Sabe-se que há dificuldades no cumprimento das obrigações de interpretação de textos, como se exige nas
  22. provas, e isso é consequência dos nossos crônicos deficits de leitura. Por isso mesmo, qualquer que seja o caminho
  23. adotado para a valorização da educação brasileira, o conhecimento da língua portuguesa é vital. Não há currículo
  24. em nossas escolas que deixe de priorizar os estudos de português, que é a matéria mais bem servida de horas/aula.
  25. Conhecer mais profundamente a língua portuguesa não deixa de ser, igualmente, um exercício patriótico.
  26. Como compreender os textos de Machado de Assis, por exemplo, sem o adequado domínio da nossa língua?
  27. Devemos conhecer as suas origens, os seus caminhos e os riscos que pairam sobre o seu futuro, com o excesso de
  28. oferta eletrônica descontrolada.
  29. O Brasil vive período de grande enriquecimento do que chamamos de avaliação. Demorou muito tempo
  30. para que adquiríssemos o real significado do que isso expressa, em termos de busca da qualidade. Se não
  31. conhecemos as nossas deficiências, como melhorar de conduta? No caso dos cuidados com a língua pátria, sempre
  32. existe palavra de incentivo para que ela se aperfeiçoe. Vamos reparar que, nos currículos propostos, o espaço da
  33. língua portuguesa é praticamente sagrado, não devendo se reduzir em proveito de qualquer outra disciplina. Não
  34. existe nada mais importante.
  35. Deve-se considerar, como fator rigorosamente prioritário, o preparo dos professores para ministrar a
  36. importante disciplina. Nas pesquisas feitas, registra-se sempre que o português é a primeira colocada, com uma
  37. tendência levemente crescente. Está à frente da grade curricular, o que é um sintoma altamente positivo, embora
  38. ainda insuficiente. É preciso melhorar sempre mais e aí insistimos no papel da leitura para que isso ocorra. Não nos
  39. anima o fato de termos poucas bibliotecas públicas, com um deficit nacional de 15 milhões de alunos sem a
  40. possibilidade de frequentar uma delas. Isso precisa ser corrigido em tempo hábil.
  41. Sabe-se que a língua é um fator fundamental da unidade nacional, base da cultura de um povo. Pode-se
  42. argumentar com o festival de línguas em certos países europeus, onde essa unidade fica prejudicada, embora cada
  43. povo lute pela preservação da sua língua como fator de independência e identidade popular. Temos a sorte e o
  44. destino de possuir uma só e poderosa língua de cultura. Há que se cuidar dela com todo carinho, valorizando os
  45. seus professores, escritores e todos os que sobre ela se debruçam. É uma forma de fortalecer a nossa cultura.


AUTOR: Arnaldo Niskier. FONTE: http://www.academia.org.br/artigos/o-poder-da-lingua-portuguesa

Tem função predicativa o termo


A
“profissionais” (L.1).

B
“portuguesa” (L.2)

C
“nacionais” (L.9).

D
“prática” (L.13).