Ao afastar o falante de sua dimensão social e histórica, tem-se uma visão monológica de língua, voltada para si mesma, formalista, valorizando-se apenas o seu funcionamento interno. A concepção de linguagem desenvolvida por Bakhtin, ao contrário, deve considerá-la como fenômeno socioideológico, determinado pelo contexto. De acordo com o pensamento bakhtiniano, portanto, é correto afirmar que
o autor, Bakhtin, defende um trabalho com a língua na sua relação com as ações humanas e com a vida, ou seja, um trabalho com a língua como fenômeno social de interação verbal.
a interação verbal não constitui a realidade fundamental da língua. Bakhtin dispensa, portanto, a concepção que entende a língua como prática social.
as formas linguísticas ou as expressões significam por si e não significam na interlocução, na sua relação com a situação.
a enunciação se apresenta como ato monológico, individual, prescindindo-se do outro e das circunstâncias, da situação social em que a enunciação ocorre.
a linguagem como expressão do pensamento é que assegura o real funcionamento da linguagem.