Leia o texto para
responder às questões de
números 03 a 10.
Michael em fúria
Michael, um furacão de força
4, chegou em
fúria à costa
da Flórida, nos Estados Unidos, com ventos
de mais de
200 km/h. Foi o segundo da temporada; em
setembro, o ciclone
Florence já havia inundado cidades na
Carolina do Norte
e estados vizinhos.
Na mesma semana, veio
a luz um novo e
sombrio relatório
do Painel Intergovernamental sobre Mudança
do Clima
(IPCC, na sigla em inglês). O estudo,
elaborado por dezenas
de cientistas de vários países, foi
apresentado na Coreia do
Sul.
Trata-se de um relatório especial,
diferente das abrangentes
publicações sobre trajetórias da mudança
do clima
que o IPCC compila a intervalos de cinco
ou seis anos. No
caso, o objetivo era avaliar as diferenças
entre um aquecimento
na atmosfera de 1,5 ºC e outro de 2
ºC.
Os dois limiares figuram no Acordo
de
Paris (2015), que
lista o segundo como meta a não ser
ultrapassada, pois os
climatologistas predizem que os impactos
seriam excessivos
e talvez incontroláveis.
A
barreira de 1,5 ºC, por sua vez, aparece
no tratado
como algo preferível do ponto de vista dos
riscos e custos a
serem enfrentados por sociedades e
governos.
O novo documento indica que
esse limiar de
prudência
está para ser ultrapassado logo,
possivelmente ainda em
2030, e com certeza até os anos
2050.
Restariam, assim, poucas décadas
para
zerar as emissões
de gases do efeito estufa no planeta, o
que exigiria uma
revolução nos setores de energia e
transportes. Mais provável,
a julgar pela persistente trajetória
atual, é transpor-se a
marca dos 2 ºC.
(Folha
de S.Paulo. 16.10.2018. Adaptado)