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A transposição de uma frase do discurso indireto para o discurso direto (ou vice-versa) obedece a certos princípios lógicosintáticos. Considere o seguinte período, extraído de uma notícia publicada no Estado de S. Paulo: “Júlio Bressane costuma dizer que filmar é uma viagem e o que se faz é uma porção mínima do que a consciência permite.”
Se fosse escrita na forma do discurso direto, seguindo os princípios lógico-sintáticos de praxe, a frase começaria com “Júlio Bressane costuma dizer”, prosseguiria com o sinal de dois-pontos e teria esta “fala” do cineasta:
“– Filmar é uma viagem e o que se faz é uma porção mínima do que a consciência permite.”
“– Um filme é como uma viagem e o que eu faço é uma porção mínima do que a consciência permite.”
“– Quando eu filmo é uma viagem, pois o que eu faço é uma porção mínima do que a consciência permite.”
“– Fazer um filme é como viajar, e eu faço apenas uma porção mínima do que a consciência permite.”
“– Viajar é como um filme que eu faço segundo uma porção mínima do que a consciência permite.”