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É preciso CORRIGIR a má estruturação da seguinte frase:

Atenção: Para responder às questões de números 9 a 15 considere o texto abaixo.

Atualidade do velho Sêneca

Encontra-se nos textos dos antigos clássicos uma sabedoria que não tem prazo de validade. Contemporâneo de Cristo, o sábio Sêneca, espanhol de nascimento que fez vida na Roma de Nero, deixou-nos um legado fundamental: princípios de uma corrente filosófica identificada com o estoicismo, cujas raízes se devem à cultura grega. Sêneca dedicou-se, em vários textos, à defesa desses princípios, cujo sentido está em disciplinar nossa vida para levá-la a bom termo, ou seja, atravessá-la com sabedoria e proveito.

Um dos princípios fundamentais: evitar o excesso das paixões, que perturbam a tranquilidade da alma. O homem estoico não se deixa arrastar por sonhos irrealizáveis, nem estabelece para si o cumprimento de metas distintas: valoriza o dia a dia, encontra o prazer nas experiências cotidianas mais simples, aceitando o limite de sua força pessoal. A sabedoria está em vivermos o que é possível, para que na velhice não fiquemos a lamentar tudo o que não foi alcançado. Sábio é também não esquecer que os sofrimentos e as dores são inevitáveis: por isso, estejamos sempre preparados para o que é tão previsível como um infortúnio. Contando com ele, sofreremos menos.

Para os estoicos, a inevitabilidade da morte deve estar no horizonte, não para atemorizar-nos, mas para nos lembrar que a vida é tão mais preciosa quanto a saibamos limitada pela própria natureza. Morrerá melhor quem melhor viva, ensina Sêneca, e o tempo da vida é de qualquer modo suficiente para quem sabe vivê-lo e aproveitá-lo em todos os momentos presentes, em vez de projetá-lo para o futuro ideal que nunca chega.

A influência direta ou indireta desses princípios encontra- se em um sem-número de escritores. Em nossa literatura, o poeta Manuel Bandeira parece ter acolhido algumas convicções estoicas: sua vida e sua poesia fizeram-se sob a égide do limite, do menor, do imediato, em vez de aspirarem ao grandioso, ao infinito, ao transcendente. A simplicidade dos poemas de Bandeira está carregada da sabedoria de quem está atento ao que vive. O cotidiano é, para esse poeta, uma fonte permanente de poesia. Ler seus versos é aproximar-se dos sentimentos comuns que ganham inesperada altura.

Não se pode, talvez, afirmar que Bandeira tenha lido Sêneca e com ele aprendido a viver melhor. Mas é certo que Sêneca gostaria de vir a ler os poemas de Bandeira.

(Valdir Callado, inédito)

É preciso CORRIGIR a má estruturação da seguinte frase:


A

Não é nada fácil aceitarmos viver segundo os nossos limites pessoais, numa época que prestigia tanto os feitos extravagantes.


B

Preceptor de Nero, o sábio Sêneca buscou, sem sucesso, influir na formação moral do jovem discípulo.


C

Não temer a morte, sendo um postulado do estoicismo de Sêneca, pelo qual ela é concebida como um atributo da própria natureza.


D

Ainda que talvez não tenha lido os textos de Sêneca, o poeta Manuel Bandeira deixa entrever, em seus versos, valores apregoados pelo sábio estoico.


E

Sêneca admirava os gladiadores que, combatendo tão galhardamente, pareciam não temer a morte, sem deixarem de afirmar a vida.