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TERCETOS, I Olavo Bilac Noite ainda, quando ela me pedia...

TERCETOS, I

Olavo Bilac


Noite ainda, quando ela me pedia

Entre dois beijos que me fosse embora,

Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:


"Espera ao menos que desponte a aurora!

Tua alcova é cheirosa como um ninho...

E olha que escuridão há lá por fora!


Como queres que eu vá, triste e sozinho,

Casando a treva e o frio de meu peito

Ao frio e à treva que há pelo caminho?!


Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!

Não arrojes à chuva e à tempestade!

Não me exiles do vale do teu leito!


Morrerei de aflição e de saudade...

Espera! até que o dia resplandeça,

Aquece-me com a tua mocidade!


Sobre o teu colo deixa-me a cabeça

Repousar, como há pouco repousava...

Espera um pouco! deixa que amanheça!"

- E ela abria-me os braços. E eu ficava.


Fonte: Disponível em: Acesso em 21 maio de 2018



O tom conativo é claramente percebido no discurso empreendido pelo eu lírico no poema de Olavo Bilac.

Tal tom é expresso no poema, principalmente, pela presença:


A

Das rimas utilizadas.


B

Das expressões de dúvida.


C

Das falas dos amantes.


D

Das frases exclamativas.


E

Dos verbos no Modo Imperativo.