

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A culpa é das estrelas
01 Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida,
02 provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e
03 dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte.
04 Sempre que você lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista
05 dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo.
06 (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade.) Mas a mamãe achava que eu
07 precisava de tratamento, então me levou ao meu médico comum, o Jim, que concordou que eu, de fato, estava nadando numa
08 depressão paralisante e totalmente clínica e, portanto, ele ia trocar meus remédios e, além disso, eu teria que frequentar um
09 Grupo de Apoio uma vez por semana.
10 O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com várias questões psicológicas desencadeadas pelos
11 tumores. A razão de o elenco ser rotativo? Efeito colateral de se estar morrendo.
GREEN, John. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012, p. 11-12.
Em “passava horas na cama” (linha 02), os dois termos sublinhados exercem, respectivamente, a função sintática de:
objeto indireto e adjunto adnominal.
objeto direto e adjunto adverbial.
sujeito e complemento nominal.
sujeito e adjunto adverbial.