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Considere o trecho: “As principais questões de quem procura...

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Por que desenvolver a inteligência emocional


1Foi em 1995 que o termo inteligência emocional surgiu nas prateleiras das livrarias. O psicólogo, escritor e

jornalista científico norte americano Daniel Goleman popularizou o tema, que na verdade é discutido desde 1960, em

seu best-seller Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente (Editora Objetiva).

Contrariando as aparências, o conceito não é autoajuda e sim um aprimoramento comportamental ao alcance

5de todos os indivíduos com respaldo na neurociência, para mostrar que sucesso pessoal ou profissional não é

destino, é técnica. O assunto será uma das palestras do Festival Path 2019, festival de inovação e criatividade que

acontece em São Paulo.

A partir da próspera publicação, que vendeu mais de 5 milhões de cópias ao redor do mundo, Goleman

basicamente desmembra a mente em duas partes, a racional e a emocional, colocando a consciência das emoções

10como chave para a vitória, da escola à vida adulta. Segundo ele, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana

são flexíveis, abrindo chances para o desenvolvimento das relações pessoais e profissionais de forma mais saudável

e, consequentemente, promissora, já que seria impossível obter qualquer tipo de sucesso sem fortalecer os

relacionamentos sociais.

Os trabalhos desenvolvidos pelo especialista são pautados por cinco pilares: autoconsciência, autogestão,

15motivação, empatia e habilidades sociais. Tais domínios seriam responsáveis por guiar pensamentos e ações mais

assertivas. O aprimoramento se encaixa no que chamamos de “tecnologia humana”, algo que está dentro de cada

um, mas que nem sempre é acessado ou administrado da melhor maneira. Portanto, é preciso treiná-lo. “A primeira

competência que cultivamos é a autoconsciência, que é conhecer com mais profundidade as nossas emoções,

sentimentos e pensamentos. Dessa forma, desenvolvemos uma maior clareza sobre quem somos, como

20funcionamos, o que importa para nós, quais são nossos valores e propósitos, elementos fundamentais para o

autoconhecimento”, explicou Felipe Rech, cofundador do Instituto Pacífico de Desenvolvimento Humano, em Porto

Alegre.

Relembrar a natureza científica da inteligência emocional é o primeiro passo para que o conceito se abra na

mente das pessoas. Existe uma série de pesquisas realizadas ao redor do mundo, inclusive no Brasil, que procuram

25investigar e mensurar a validade da percepção de emoções. Por ser um assunto tão complexo e variável quanto

cada indivíduo presente na Terra, os resultados são igualmente inconclusivos em termos de eficácia.

Porém, há estudos — como o de Bastian, Burns e Nettelbeck, publicado na revista acadêmica Personality and

Individual Differences, em 2005 — apontando que indivíduos com “alto índice” de inteligência emocional têm maior

satisfação de vida, capacidade de resolução de problemas, habilidade de enfrentamento e menores índices de

30ansiedade.

Foi com base na eficácia e no saldo positivo apresentado pelas pesquisas que a gigante Google uniu experts

em neurociência, negócios e psicologia para ensinar liderança com técnicas de inteligência emocional e mindfulness,

um tipo de exercício meditativo milenar propagado pelo budismo, que propõe a atenção plena em apenas uma

tarefa. Nesse caso, existem provas reais de que a prática dedicada é mais responsiva, promovendo alterações

35cerebrais no córtex pré-frontal, responsável por tomadas de decisões. Felipe complementa dizendo que “a prática de

mindfulness tem o poder de desenvolver as competências da inteligência emocional, e isso pode ser feito de uma

forma simples, com pequenos exercícios que podem ser facilmente incluídos em nossa rotina”.

Iniciado em 2007 dentro da empresa e a partir de 2012 em expansão para além dos funcionários, o

curso Search Inside Yourself (SIY), do qual Goleman é um dos cocriadores, já chegou a 100 cidades em 30 países,

40com o objetivo de reduzir o estresse, melhorar o foco, a alta performance sustentada e os relacionamentos

interpessoais.

Após adquirir experiência na área da comunicação, Felipe foi até a Califórnia para uma série de retiros

espirituais. Lá conheceu o programa do Google e gostou tanto que virou professor certificado. “As principais

questões de quem procura o curso giram em torno de uma maior capacidade de orientar a atenção para o seu foco,

45ter mais habilidade na gestão de suas emoções, mais clareza sobre os seus valores e propósitos, despertar a

motivação, ser mais resiliente, desenvolver mais empatia com os outros, liderar de uma forma plena e experimentar

mais bem-estar de uma forma geral”.

A partir desse mesmo mecanismo desenvolvido pelo Google, Lígia Costa teve uma carreira executiva

próspera no mundo corporativo, mas também virou professora e especialista no assunto. Ao transitar de carreira,

50fundou o Thank God it’s Today, uma agência focada no ensino de habilidades socioemocionais para líderes.

Para ela, existe uma junção de fatores que tornam as pessoas mais inseguras, como o cenário econômico do

país, as incertezas no campo do trabalho, a velocidade da informação e a desconexão de si mesmas. “A intolerância

aumenta, a falta de paciência, as disputas de ego são cada vez mais comuns gerando uma frustração e trazendo um

questionamento quase que existencial. Diante de um cenário complexo, precisamos criar um novo conjunto de forças

55internas”, recordou.

Diante do caos cotidiano, ela aproveita para reforçar a concentração no agora e não no que já aconteceu e no

que está por vir. “Viver no momento presente é a única realidade que temos. O passado não existe e o futuro ainda

está para chegar. Controlar nossos pensamentos, fazer escolhas conscientes com bondade e generosidade para

com nós mesmos é a única coisa que podemos fazer para enfrentar o mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e

60ambíguo, em tradução livre)”.


Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/por-que-desenvolver-a-inteligencia-emocional/>. Acesso em: 2 jun. 2019. Adaptado.

Considere o trecho: “As principais questões de quem procura o curso giram em torno de uma maior capacidade de orientar a atenção para o seu foco, ter mais habilidade na gestão de suas emoções, mais clareza sobre os seus valores e propósitos, despertar a motivação, ser mais resiliente, desenvolver mais empatia com os outros, liderar de uma forma plena e experimentar mais bem-estar de uma forma geral”. (Linhas 43-47) As palavras “resiliente” e “empatia” têm como antônimos, respectivamente:


A

Tolerante; identificação.


B

Paciente; ligação.


C

Cauteloso; tolerância.


D

Tranquilo; compreensão.


E

Intolerante; antipatia.