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Atenção: Para responder às questões de números 11 a 14, baseie-se no texto abaixo.
Lá vem a “profeitura”
Por alguma razão, quando meninos falávamos (os da minha rua e cercanias) “profeitura”, em vez de prefeitura. Talvez o equívoco tenha sido motivado pelo medo: temíamos a passagem por nossa pracinha de uma caminhonete oficial do município que volta e meia levava nossa bola embora: era proibido jogar futebol ali. Era quando a gente gritava − “olha a profeitura!” − pra ver se ainda dava tempo de sair correndo e salvar nossa bola.
Logo aprendemos a palavra certa, mas daí não jogávamos mais bola na pracinha, nem tínhamos mais medo da chegada da “profeitura” − esta certamente ficara escondida no porão de algum castelo de monstros, pronta para fazer cumprir a lei, sair rápido da caminhonete e confiscar a bola de moleques teimosos.
As palavras não valem sempre pelo que são ou dizem, em seu real significado; valem também pela impressão que causam, e muitas só ganham intensidade na boca dos meninos que não conhecem bem todas elas e por isso inventam as que mais os impressionam.
(Dionísio Alvarenga, inédito)
Considere as seguintes orações:
I. Os meninos jogavam bola na pracinha.
II. Jogar bola na pracinha era proibido.
III. Os meninos temiam que a bola fosse confiscada.
Numa nova redação, essas orações integram-se com coerência e correção neste período único:
Como era proibido jogar bola na pracinha, os meninos temiam que ela fosse confiscada.
Os meninos temiam que a bola jogada na pracinha fosse-lhes confiscada por ser proibida.
Temendo que lhes fossem confiscada, os meninos ainda assim jogavam bola na pracinha.
Ainda que fosse proibido jogar bola na pracinha, os meninos temiam por seu confisco.
Mesmo sendo proibido jogar bola na pracinha, os meninos eram temerosos de tal confisco.