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Nos seguintes trechos do Texto I, o adjetivo destacado...

Texto I


Obsolescência programada:

inimiga ou parceira do consumidor?


Obsolescência programada é exercida quando

um produto tem vida útil menor do que a tecnologia

permitiria, motivando a compra de um novo modelo

— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são

5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com

uma resolução melhor pode motivar a compra de um

novo celular, ainda que o modelo anterior funcione

perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode

ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que

10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente

necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o

acesso às novidades.

Planejar inovação é extremamente importante

para melhoria e aumento da capacidade técnica de

15 um produto num mercado altamente competitivo. Já

imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro

dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio

entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista

técnico, quando as empresas planejam um produto,

20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois

se trata de uma necessidade de sobrevivência no

mercado.

Sintomas de obsolescência são facilmente per-

cebidos quando um novo produto oferece caracterís-

25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de

reconhecimento facial; ou a queda de desempenho

do produto com relação ao atual padrão de merca-

do, como um smartphone que não roda bem os apli-

cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando

30 não é possível repor acessórios, como carregadores

compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de

bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão

de um celular, por exemplo.

Isso não significa que o consumidor está refém de

35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a

substituição de um produto, por meio de upgrades de

hardware, como inclusão de mais memória, baterias

e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-

to em que essa troca não compense financeiramente.

40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os

produtos mais modernos mantenham a compatibili-

dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-

ário não seja forçado constantemente à compra de

um produto mais novo se não quiser. É importante

45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-

re quando atualizações cosméticas, como um novo

design, fazem o produto parecer sem condições de

uso, quando não está.

É preciso lembrar também que a obsolescência

50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de

equipamento. Um controle eletrônico de portão tem

uma única função e pode ser usado por anos e anos

sem alterações ou troca. Já um celular tem maior

taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído

55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades

do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-

ção ou tela mais brilhante.

Essa estratégia traz desafios, como geração do

lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência

60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao

usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais

disponibilizar determinada função que era disponível

pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-

do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é

65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-

gramada trazem benefícios à sociedade, como itens

de segurança mais eficientes em carros e conectabi-

lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É

por conta disso que membros de uma mesma família

70 que moram em países diferentes podem conversar

diariamente, com um custo relativamente baixo, por

voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-

lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com

ajuda de dispositivos móveis.


RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou

parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.

gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada

-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-

t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.

Nos seguintes trechos do Texto I, o adjetivo destacado apresenta valor discursivo de avaliação subjetiva, em relação ao substantivo a que se liga, em:


A

“um produto tem vida útil” (. 2)


B

“exemplos evidentes dessa prática.” (. 5)


C

“uso de reconhecimento facial” (. 25-26)


D

“geração do lixo eletrônico” (. 58-59)


E

“moram em países diferentes” (. 70)