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Para simbolizar na escrita a pronúncia real de um som, usa-se um alfabeto especial, o alfabeto fonético. Os sinais fonéticos são colocados entre colchetes e os fonemas entre barras oblíquas (CUNHA; CINTRA, 2001, p.28). Com base nas possibilidades de alterações fonéticas existentes na Língua Portuguesa e o fenômeno de variação e mudança linguística, podemos afirmar que:
o uso do “R” retroflexo, muito comum em alguns estados brasileiros é um exemplo de rotacismo.
existem algumas pronúncias que são discriminadas socialmente, conhecidas como variação sociocultural, como no dialeto carioca pa[∫]ta me[3]mo.
de acordo com o ponto ou zona de articulação, podemos afirmar que as consoantes [f] e [v] são bilabiais.
no português do Brasil, as consoantes t e d, antes de i semivogal, sofrem a sua influência e palatalizam-se em grau maior ou menor, conforme as regiões e até as pessoas de cada região. Podem ser pronunciadas [f], [d’j, ou realizar-se como africadas palatais [t∫] e [d3].
a palavra “dia”, dependendo da região onde é pronunciada, pode ser [dia] ou [d3ia]. Essas variação é chamada de alofonia, que são alterações do fonema que provocam alterações de sentido