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TEXTO IV
PARA SEMPRE JOVEM
Recentemente, vi na televisão a propaganda
de um jipe que saltava obstáculos como se fosse um
cavalo de corrida. Já tinha visto esse comercial, mas
comecei a prestar atenção na letra da música, soando
5 forte e repetindo a estrofe de uma canção muito
conhecida, “forever Young...I wanna live forever and
Young...(para sempre jovem...quero viver para sempre
e jovem). Será que, realmente, queremos viver muito e,
de preferência, para sempre jovens? (...)
10 O crescimento da população idosa nos países
desenvolvidos é uma bomba-relógio que já começa a
implodir os sistemas previdenciários, despreparados
para amparar populações com uma média de vida em
torno de 140 anos. A velhice se tornou uma epidemia
15 incontrolável nos países desenvolvidos. Sustentar a
população idosa sobrecarrega os jovens, cada vez em
menor número, pois, nesses países, há também um
declínio da natalidade. Será isso socialmente justo?
Uma pessoa muito longeva consome uma
20 quantidade total de alimentos muito maior do que as
outras, o que contribui para esgotar mais rapidamente
os recursos finitos do planeta e agravar ainda mais os
desequilíbrios sociais. Para que uns poucos possam
viver muito, outros terão de passar fome. Será que, em
25 um futuro breve, teremos uma guerra de extermínio aos
idosos, como na ficção do escritor argentino Bioy
Casares, O diário da guerra do porco? Seria uma guerra
justa? /
(TEIXEIRA, João. Para sempre jovens.In: Revista Filosofia: ciência & vida. Ano VII, n. 92, março-2014, p. 54.)
O emissor do texto apresenta um discurso parcial no qual se percebe uma visão bastante negativa do crescimento da população idosa. Apenas um dos recursos abaixo NÃO foi utilizado para convencer o leitor de seu ponto de vista. Assinale-o.
Hiperbolização da linguagem evidenciada na grande quantidade de advérbios de intensidade e no exagero de algumas afirmações.
Metáforas impactantes e alarmistas como “epidemia incontrolável” e “bomba-relógio”.
Argumentos de dados, baseados em provas concretas e/ou pesquisas científicas.
Uso do contraste, caracterizado pela presença de antíteses e pela oposição de ideias.