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Atenção: As questões de números 6 a 9 correspondem ao texto seguinte.
A tirania do qualquer um
Hoje qualquer um com um computador e um programa adequado pode editar seus próprios livros. Ou seu próprio jornal ou sua própria revista. Qualquer um pode fazer o seu próprio CD em casa. Não depende mais de nenhuma estrutura alheia − grandes impressoras, grandes estúdios ou grandes espaços − para produzir o que quiser. Mas essa nova liberdade tem a sua contrapartida tétrica: assim como qualquer um pode dispensar a indústria literária para publicar seu romancezinho ou a indústria musical para gravar a banda das crianças, qualquer um pode ter nas mãos a capacidade de destruição de um exército sem precisar ter uma nação.
A democratização da ciência e a banalização das técnicas de matar trouxeram o qualquer um para a sua eminência atual. Hoje o grande terror é ele. Vivemos sob a tirania da sua imprevisibilidade e da sua independência das grandes estruturas: o maior terror do qualquer um é que ele pode ser qualquer um.
(Adaptado de: Luis Fernando Verissimo. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 137 a 138)
Transposta para o discurso direto, a frase O autor do texto teme que as novas tecnologias, às quais ele próprio tem acesso, façam dele ou de qualquer outro uma pessoa potencialmente perigosa passará a ter a redação correta que segue: O autor do texto afirma:
− Temo que as novas tecnologias, às quais eu mesmo tenho acesso, façam de mim ou de qualquer outro uma pessoa potencialmente perigosa.
− Teme-se que as novas tecnologias, às quais todos temos acesso, façam-nos quaisquer pessoas potencialmente perigosas.
− Temo que as novas tecnologias, e eu próprio tenho o acesso delas, façam de nós ou de quaisquer outros pessoas potencialmente perigosas.
− Temo que as novas tecnologias, às quais eu próprio tive seu acesso, façam dele uma pessoa tão potencialmente perigosa como qualquer outra.
− É de se temer que as novas tecnologias, de que eu próprio sou capaz em acessar, façam de mim ou de qualquer outra pessoa um indivíduo potencialmente perigoso.