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O sinal indicativo de crase foi empregado corretamente na...

Leia um trecho da crônica “Lembra-se”, de Ivan Angelo, para responder às questões de números 07 a 10.


Falar ao telefone era uma coisa discreta. Em aparelho público de esquina ou de corredor de shopping, falava-se baixo. Quando ligava de um posto da companhia telefônica, a pessoa fechava-se numa cabine. Trocavam-se palavras necessárias, pois dava trabalho deslocar-se até um aparelho.

Agora, na era do celular, todo mundo fala alto e até com espalhafato nas ruas, nos ônibus, nos corredores, nos restaurantes e, pela banalidade, os assuntos não despertam qualquer interesse.

Dava-se corda nos relógios. Era tranquilo caminhar pelas ruas à noite. Helicóptero não era transporte urbano. Motocicleta era diversão dos fins de semana. Os bancos lucravam bilhões e não cobravam mensalidade para você deixar seu dinheiro com eles. A corujinha da TV mandava as crianças para a cama às 9 da noite. Os jovens iam para os bares com livros debaixo do braço e parecia que liam, pois discutiam e se dividiam a respeito das ideias. Não havia hipótese de silicone. A escola era pública, a rua era pública, a saúde era pública, a opinião era pública. Privada era outra coisa. Havia garoa. O beijo era uma intimidade, não um espetáculo. Pizza não era coisa feia.


(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção Humberto Werneck. Global editora, 2007. Adaptado)

O sinal indicativo de crase foi empregado corretamente na alternativa:


A

Atentos à corujinha da TV, os pais mandavam as crianças mais cedo para a cama.


B

A pessoa dirigia-se à uma cabine telefônica e ali se fechava em privacidade.


C

As motocicletas eram um lazer restrito à finais de semana.


D

À rigor, nem se cogitava a aplicação estética de silicone.


E

As pessoas educadas aprendiam à falar baixo, regra essencial em lugares públicos.