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Na epígrafe da crônica de Caio Fernando de Abreu, há um neologismo. Tal recurso tem sido usado, principalmente, desde a primeira fase do Modernismo, a exemplo de Manuel Bandeira, como por poetas mais contemporâneos como Manoel de Barros. São mostras dos respectivos autores: “Teadoro, Teodora” e “É preciso transver o mundo”.
Sobre o processo de formação dos três neologismos anteriormente citados é certo afirmar que
os três exemplos apresentam mesmos processos de formação de palavras, envolvendo uso de elementos formais da língua.
os exemplos da crônica e de Bandeira valem-se da combinação de elementos formais da língua; já Manoel de Barros, recorre à composição.
os autores mais atuais recorrem à sufixação; já o modernista, à composição.
Caio Fernando de Abreu vale-se da sufixação; Bandeira, da composição; Barros, da prefixação.
há certa tendência em se fazer uso da composição e prefixação nos textos em verso; enquanto que a sufixação é mais recorrente nos textos em prosa.