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Ao descrever a cidade, o eu lírico vale-se de termos e...

Leia o poema para responder às questões de números 09 e 10.

Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo


Ó cidade tão lírica e tão fria!

Mercenária, que importa – basta! – importa

Que à noite, quando te repousas morta

Lenta e cruel te envolve uma agonia


Não te amo à luz plácida do dia

Amo-te quando a neblina te transporta

Nesse momento, amante, abres-me a porta

E eu te possuo nua e frígida.


Sinto como a tua íris fosforeja

Entre um poema, um riso e uma cerveja

E que mal há se o lar onde se espera


Traz saudade de alguma Baviera

Se a poesia é tua, e em cada mesa

Há um pecador morrendo de beleza?

(Vinicius de Moraes, Poemas esparsos. 2008)

Ao descrever a cidade, o eu lírico vale-se de termos e expressões em sentido


A

figurado, por meio dos quais personifica São Paulo.


B

próprio, por meio dos quais idealiza São Paulo.


C

figurado, por meio dos quais desdenha de São Paulo.


D

figurado, por meio dos quais questiona as belezas de São Paulo.


E

próprio, por meio dos quais desqualifica São Paulo.