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Nos versos “Mercenária, que importa – basta! – importa” e...

Leia o poema para responder às questões de números 13 a 15.


Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo


Ó cidade tão lírica e tão fria!

Mercenária, que importa – basta! – importa

Que à noite, quando te repousas morta

Lenta e cruel te envolve uma agonia


Não te amo à luz plácida do dia

Amo-te quando a neblina te transporta

Nesse momento, amante, abres-me a porta

E eu te possuo nua e frígida.


Sinto como a tua íris fosforeja

Entre um poema, um riso e uma cerveja

E que mal há se o lar onde se espera


Traz saudade de alguma Baviera

Se a poesia é tua, e em cada mesa

Há um pecador morrendo de beleza?


(Vinicius de Moraes, Poemas esparsos. 2008)

Nos versos “Mercenária, que importa – basta! – importa” e “Não te amo à luz plácida do dia”, os termos em destaque têm como antônimos, respectivamente,


A

Abnegada e serena.


B

Altruísta e pacífica.


C

Interesseira e violenta.


D

Desinteressada e agitada.


E

Ambiciosa e cruel.