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Em relação ao texto I, Educara criança com valores. A...

Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir:



TEXTO I


Educar a criança com valores. A Tolerância


[...]


1 Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,

bondoso e atencioso com os demais. É uma qualidade

pessoal que se define como respeito às idéias, crenças ou

práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às

5 nossas. Ser tolerante é ser condescendente com alguém e

não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar e

admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião

dos outros.


[...]


10 A tolerância tem um papel muito importante nas

relações das crianças com seus amigos e familiares. É

importante que elas escutem as idéias e as opiniões dos

seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que

sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver

15 bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de

aula. A tolerância lhes ajuda a terem uma boa integração

em grupo ou equipe.



Disponível em: < guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-tolera

Acesso em 26 ago. 2014.

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Disponível em: <guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/ > Acesso em 26 ago. 2014.



Vocabulário do texto I


condescendente: compreensivo, bondoso,

diversidade: pluralidade, variação.



TEXTO II


O coelhinho de orelhas azuis


1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os

outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar

com eles e preferiu estar sozinho.

O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a

5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.

O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.

Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e

riam-se dele.

“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”

10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.

“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por

baixo do chapéu.

Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.

— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.

15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas

orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:

— Você não é um limpa-chaminés de verdade!

O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.

Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.

20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por

baixo do chapéu de cozinheiro.

Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.

— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.

Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas

25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:

— Você não é um cozinheiro de verdade!

O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.

Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.

“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por

30 baixo do chapéu de jardineiro.

Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.

— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.

Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros

jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:

35 — Você não é um jardineiro de verdade!

O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.

Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.

“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas

por baixo do chapéu de palhaço.

40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.

— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.

Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as

suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:

— Você não é um palhaço de verdade!

45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.

Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.

“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por

baixo do chapéu de andarilho.

Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.

50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.

Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.

— Você não é um andarilho de verdade!

Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um

regato no meio de um bosque.

55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um

palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?

Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho

descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à

luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.

60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o

fato de ter sentido vergonha delas.

O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os

andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com

orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.

65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com

a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a

terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer

caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.


Max BoIligerS RisefàschtAarau, AT Verlag, 1990

Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>

Acesso em 26 ago. 2014.

Texto readaptado.


Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.

corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão,

andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar,

regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego,

desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.

trompete: instrumento musical.


TEXTO III


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Disponível em <www.nomundodamatemagica.blogspot>

Acesso em 23 set. 2014.

Texto adaptado

Em relação ao texto I, Educara criança com valores. A Tolerância, assinale a alternativa correta:


A

A tolerância tem um papel muito importante apenas nas relações infantis.


B

A criança deve aprender a ser respeitosa em relação à diversidade.


C

A tolerância está presente na convivência com as outras crianças somente quando conhecem as diferentes culturas.


D

As crianças não precisam compreender que a diversidade existe e que torna possível a convivência em grupo.