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Após a leitura do Texto 03, responda às questões de 11 a 15.
Texto 03 –E no princípio eram as redes...
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 | Nas últimas semanas foi difícil passar em branco diante do documentário O Dilema das Redes, disponível na Netflix. Jornalistas, sociólogos, advogados, economistas, educadores, todos viram e se puseram a opinar a respeito. Sob todos os pontos de vista, o filme foi esquadrinhado, gerando as mais diversas críticas e interpretações. Quem não viu, correu depressa para ver e não ficar de fora da discussão: afinal de contas, estamos todos enredados nesse imenso novelo sem ponta que as redes sociais se tornaram? E agora, como fazemos para desatar esse nó? Talvez aprender a lidar com ele seja mais eficiente do que procurar respostas prontas (e únicas) para questões complexas e multifacetadas, que não se resolvem apenas com um like ou mesmo com uma avalanche de cliques. Dilemas, via de regra, são situações nas quais nenhuma resolução será satisfatória. Por isso, há que se considerar as diferentes variáveis que fazem parte dele, e buscar encaminhamentos para uma convivência possível entre opostos e, muitas vezes, entre situações antagônicas. Numa síntese rápida, o que vemos no documentário de Jeff Orlowski são depoimentos de profissionais ligados às maiores empresas do Vale do Silício – Microsoft, Google, Facebook, Twitter – que relatam como criaram mecanismos de extração dos nossos dados, ferramentas de monitoramento dos nossos comportamentos, atitudes e desejos, além de revelarem como toda essa estrutura não apenas influencia a tomada de decisões em nossa vida privada e social, mas nos torna cada vez mais dependentes delas e sujeitos a um tipo de controle jamais imaginado. Ou melhor, ele foi sim imaginado e descrito como uma ficção por George Orwell, em sua obra mais famosa 1984. [...] |
(Fonte: ALVES, Januária. Disponível em <https://revistaeducação.com.br/2020/10/09/educação-para-as-redes/>. Acesso em 02/março/2021)
O título do texto "E no princípio eram as redes..." apresenta uma
ironia, porque afirma o contrário do que se quer dizer.
metonímia, tendo em vista que consiste na substituição de uma palavra por outra em razão de haver uma relação de implicação.
metáfora, pois emprega uma palavra em um sentido que não lhe é comum.
analogia, pois há uma relação de semelhança com uma assertiva de domínio público.
comparação, uma vez que aproxima os termos "princípio" e "redes" por suas semelhanças.