Imagem de fundo

No primeiro período do texto, não aparece o sujeito de...

Texto para os itens de 1 a 15.


1asd“Como seria bom ver a própria alma”, cogitou um dia

o filósofo francês François Marie Arouet, conhecido como

Voltaire. Essa ânsia pelo conhecimento já era experimentada

4ipelos estudiosos da Antiguidade — para eles, no entanto,

ainda não estava claro onde exatamente o “espírito” ficava.

Embora alguns pesquisadores já suspeitassem que sentimos,

pensamos e decidimos com o cérebro, Aristóteles, por

7iexemplo, considerava o coração o órgão central. Para ele, a

massa mole na cabeça humana funcionava apenas como uma

10iespécie de refrigerador para o sangue.

asdAté a Idade Média, era comum que os cientistas

obtivessem seus conhecimentos principalmente pelo estudo

13ide textos antigos. Apenas poucos — como o médico grego

Herófilo de Chalcedon — empunharam a faca e olharam, eles

próprios, o que havia por baixo do crânio.

16iasdNa Renascença surgiu a urgência de novos rumos para as

pesquisas. E, a partir de então, os anatomistas passaram a

saciar sua curiosidade com a dissecção de cadáveres —

19iapesar de terem de enfrentar alguns obstáculos, como

Leonardo da Vinci descreveu: “Ainda assim (a dissecação)

fascinar-te, talvez teu estômago te impeça o temor de passar

22ias horas noturnas em companhia do cadáver esquartejado,

despelado e de aparência terrível”.

asdMuitos pesquisadores registraram aquilo que viram em

25idesenhos e gravuras. Muitos deles nos deixaram imagens

fascinantes, de grande valor estético. Pode ser que os antigos

anatomistas nem sempre tenham acertado em suas

28iconclusões, porém suas obras nos fornecem uma visão do

desenvolvimento de uma ciência hoje conhecida como

estudo do cérebro. Algumas imagens podem parecer

31iestranhas aos olhos do homem contemporâneo, mas vale

lembrar que cada cientista é filho de seu tempo. Não

sabemos como os pesquisadores futuros vão julgar nossos

34iconhecimentos atuais — e talvez os olhem com um leve

sorriso no rosto. Mas nem por isso deixamos de explorar o

universo interno.


Andreas Jahn e Wibke Larink. Aula de anatomia. In: Revista

Mente&Cérebro, edição especial Neurociência 2,

n° 50, jun./jul. de 2015 (com adaptações).


Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue os itens de 11 a 15.

No primeiro período do texto, não aparece o sujeito de “cogitou” (linha 1), que significa o mesmo que perguntou.


C

Certo


E

Errado