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Texto II
Catar feijão
João Cabral de Melo Neto
1. Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
4 e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
8 e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2. Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
12 um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
16 açula a atenção, isca-a como o risco.
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br
Com base no Texto II, responda às questões de números 7 a 10. |
No trecho “... obstrui a leitura fluviante...” (l. 15), o vocábulo sublinhado sofreu um processo de formação de palavra. Sobre isso, afirma-se que se trata de:
aglutinação
conversão
sufixação
regressão