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Para responder às questões 1, 2 e 3, leia atentamente o texto a seguir:
A longa fila para adoção no Brasil
Por Gabriela, Porto Alegre
Publicada às 03h41, em 28/05/2019.
"Quando nós decidimos ser pais, decidimos que seríamos, independentemente da forma que fosse. Há casais que adotam porque não conseguem engravidar, não foi esse o nosso caso, nós já tínhamos essa vontade". É assim que Arno Duarte descreve os dois processos de adoção pelos quais ele e a esposa, Taís Bernardi, passaram.
Em 2012, quando já estavam há três anos em um relacionamento, o casal decidiu que era chegada a hora da família aumentar. O sonho de se tornarem pais era só mais um dos objetivos comuns entre Duarte e Taís. Assim como a adoção, vontade que ambos carregavam muito antes de se conhecerem. Em 2012, ao passo em que tentavam engravidar, se inscreveram para o processo de adoção. O perfil da criança que procuravam era de até três anos, sem especificações de gênero ou raça. A fila era longa, demorada, mas o casal sabia que o final seria compensador.
Há dois anos aguardando uma resposta na fila da adoção, Duarte e Taís tiveram conhecimento do programa de apadrinhamento afetivo. Logo, não hesitaram e foram atrás de informações de como poderiam participar e se tornar padrinhos de uma das tantas crianças que viviam nos abrigos de Porto Alegre na época. Participaram de todo o processo, fizeram curso, receberam as instruções necessárias e, de 15 em 15 dias, passaram a receber o afilhado, de sete anos, em casa, para que pudessem passar o fim de semana juntos. Criaram-se vínculos afetivos. A criança tinha características muito parecidas com a dos padrinhos. O carinho que tinham uns pelos outros extrapolou barreiras, fazendo com que Duarte e Taís procurassem o abrigo para dizer que, se houvesse a possibilidade de adotar o menino, eles gostariam.
Depois de seis meses, o casal recebeu uma ligação com a notícia de que uma juíza da Vara de Infância e Juventude estava avaliando a ficha de Lucas* e, com isso, queria saber se os padrinhos tinham interesse em adotá-lo. Não houve dúvidas. Duarte e Taís já se sentiam pais antes mesmo dos trâmites processuais daquela adoção tardia, que durou três anos para se concretizar.
(*nome fictício)
(Disponível em: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/jornal_da_lei/2019/05/685708-a-longa-fila-para-adocao-nobrasil.html, adaptado)
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um sinônimo do termo em destaque no excerto a seguir:
Criaram-se vínculos afetivos. A criança tinha características muito parecidas com a dos padrinhos.
Semelhantes.
Discrepantes.
Similares.
Correspondentes.