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As décadas de 1950 e 1960 foram uma mistura de excitação e sobriedade no mundo ocidental. Para milhões de pessoas, a vida voltava a entrar nos eixos após duas décadas de anormalidade: a depressão mundial, uma guerra e, por fim, um pós-guerra de escassez e fome em muitos países. O medo de um conflito entre superpotências era compensado pelo sentimento de bem-estar presente nas cozinhas das famílias e nas ruas das cidades. Uma faceta da vida cotidiana parecia totalmente inesperada: quase todas as pessoas conseguiam achar trabalho. Embora logo após a Primeira Guerra Mundial muitas cidades europeias contabilizassem uma taxa de desemprego de 12% a 15%, o período seguinte à Segunda Guerra Mundial trouxe muitos empregos. Os governos, temerosos quanto à possível atração exercida pelo comunismo, acreditavam que a primeira providência era garantir que houvesse trabalho, e assim o fizeram. O último período próspero nesse sentido havia ocorrido cerca de cem anos antes. Foi uma era de ressurgimento do capitalismo e da democracia nos dois lados do Atlântico Norte. Esse sistema econômico, humilhado no início da década de 1930 e obscurecido pela Rússia comunista, tornou-se grandemente produtivo durante as primeiras décadas do pós-guerra. Com o fim da Guerra Fria, a iniciativa e a inventividade das democracias capitalistas se destacaram. Ao mesmo tempo, o comunismo, ao lançar um desafio e provocar um choque, havia feito sua parte, enfatizando que a previdência social tinha de ser garantida pelos países que pudessem pagar por isso – e o mundo ocidental aprendeu tal lição. Tal era a escassez de mão-de-obra depois da guerra que alguns governos europeus permitiram a chegada de trabalhadores estrangeiros. Da Federação das Índias Ocidentais, chegaram à Europa os primeiros, de navio, inicialmente para trabalhar nas linhas de ônibus e de trem de Londres. Mais tarde foram recebidos também paquistaneses e indianos. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 222).
Na parte final do texto, o autor utiliza a palavra “escassez”. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um antônimo dela:
fartança.
abastamento.
fartura.
privação.
excesso.