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De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão...

Texto 01


asdNa semana passada, um telejornal exibiu uma matéria sobre a "m orte" das lâmpadas incandescentes. O (ótimo) texto do repórter começava assim: "A velha e boa lâmpada incandescente, mais velha do que boa ... ". Hábil com as palavras, o repórter desfez a igualdade que a conjunção aditiva "e" estabelece entre "velha" e "boa" e instituiu entre esses dois adjetivos uma relação de comparação de superioridade, que não se dá da forma costumeira, isto é, entre dois elementos ("A rua X é mais velha do que a Y", por exemplo), mas entre duas qualidades ("velha" e "boa") de um mesmo elemento (a lâmpada incandescente). Ao dizer "mais velha do que boa", o repórter quis dizer que a tal lâmpada já não é tão boa assim. Agora suponhamos que a relação entre "velha" e "boa" se invertesse. Como diria o repórter: "A velha e boa lâmpada incandescente, mais boa do que velha ... " ou "A velha lâmpada incandescente, melhor do que velha ... "? Quem gosta de seguir os burros "corretores" ortográficos dos computadores pode se dar mal. O meu "corretor", por exemplo, condena a forma "mais boa do que velha" (o "mestre" grifa o par "mais boa"). Quando escrevo "melhor do que boa", o iluminado me deixa em paz. E por que ele age assim? Por que, para ele, não existe "mais bom", "mais boa"; só existe "melhor".


NETO, Pasquale Cipro. Folha de S. Paulo, 11 jul. 2013

De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão culto da língua, o verbo destacado na oração "Na semana passada, um telejornal EXIBIU uma matéria[ ... ]" é:


A

transitivo indireto.


B

transitivo direto e indireto.


C

intransitivo.


D

transitivo direto.


E

de ligação.