Ingedore Koch lembra-nos de que “a coerência não constitui uma propriedade ou qualidade do texto em si” uma vez que um texto só é coerente para alguém “em dada situação de comunicação específica” (2012, p.21). Nesse sentido, além dos elementos linguísticos, para que o texto acima ganhe coerência, é preciso considerar também:
um entendimento especializado acerca das religiões de matriz africana
o valor do emprego de uma enunciação na primeira pessoa do discurso
uma atenção aos registros de nascimento dos antepassados do eu lírico
o conhecimento acerca da narrativa dada como oficial para o fim da escravidão