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“Onde estão os meus verdes / Os meus azuis ?” Ao usar as...

Texto para as questões 1, 2 ,3, 4 e 5.

Poema de circunstância


Onde estão os meus verdes?

Os meus azuis?

O arranha-céu comeu!

E ainda falam nos mastodontes, nos brontossauros,

nos tiranossauros,

Que mais sei eu ...

Os verdadeiros monstros, os papões são eles, os

arranha-céus!

Daqui

Do fundo

Das suas goelas,

Só vemos o céu, estreitamente, através de suas

gargantas ressecas.

Para que lhes serviu beberem tanta luz?

Defronte

À janela onde trabalho

Há uma grande árvore ...

Mas já estão gestando um monstro de permeio!

Sim, há uma grande árvore ...

Enquanto há verde,

Pastai, pastai, olhos meus ...

Uma grande árvore muito verde ... Ah!

Todos os meus olhares são de adeus

Como o último olhar de um condenado!


(Mário Quintana – Antologia poética)

“Onde estão os meus verdes / Os meus azuis ?”


Ao usar as palavras destacadas acima, o poeta se valeu do seguinte processo de formação:


A

derivação imprópria


B

derivação parassintética


C

composição por aglutinação


D

derivação regressiva